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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

CNT aponta queda de 4% nos investimentos em transporte em 2027

A proposta prevê R$ 16,07 bilhões, com retração concentrada nas estatais; rodovias recebem R$ 12,46 bilhões, ante necessidade estimada de R$ 49,93 bilhões.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Trecho de rodovia federal em obras, com trabalhadores e máquinas ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Trecho de rodovia federal em obras, com trabalhadores e máquinas ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O PLOA de 2027 prevê R$ 16,07 bilhões em investimentos em transporte, 4% menos que na proposta para 2026, em valores corrigidos pela inflação. A redução se concentra nas empresas estatais. O transporte rodoviário reúne R$ 12,46 bilhões, enquanto a necessidade estimada para as rodovias federais é de R$ 49,93 bilhões. O orçamento ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.

Os investimentos em transporte previstos para 2027 somam R$ 16,07 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que reúne as propostas de gastos da União e das empresas estatais. O valor representa queda de 4% ante os R$ 16,73 bilhões previstos para 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A redução ocorre apesar de uma pequena alta nos recursos destinados diretamente ao orçamento da União: de R$ 14,42 bilhões na proposta de 2026 para R$ 14,61 bilhões na de 2027. A retração está concentrada nas empresas estatais do setor, cujos investimentos projetados caem de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão. Os valores foram corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até agosto de 2026.

O transporte rodoviário concentra R$ 12,46 bilhões, ou 85,2% dos recursos previstos para as áreas do setor. A proposta destina ainda R$ 808,61 milhões ao transporte ferroviário, R$ 640,73 milhões ao aquaviário e R$ 212,61 milhões ao aéreo.

Para a CNT, a verba rodoviária é bem inferior à necessidade estimada para as rodovias federais sob gestão pública: R$ 49,93 bilhões. Esse cálculo considera as demandas identificadas na malha e equivale a cerca de quatro vezes o investimento previsto para o modal no PLOA de 2027.

No Ministério dos Transportes, a proposta reserva R$ 13,67 bilhões para investimentos, ante R$ 13,65 bilhões no projeto orçamentário do ano anterior. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem previsão de R$ 12,42 bilhões. Embora acima do valor proposto para 2026, a quantia fica abaixo do montante aprovado na lei orçamentária vigente, conforme o levantamento.

Já o Ministério de Portos e Aeroportos terá redução no total de recursos previstos, de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,18 bilhões. Dentro desse orçamento, porém, os investimentos sobem de R$ 768,24 milhões para R$ 941,53 milhões. A diferença reflete, em parte, a queda das inversões financeiras — operações como aportes e participação em empresas, classificadas separadamente dos investimentos diretos.

Nas estatais Infraero e Companhia das Docas, a previsão para o setor aquaviário recua de R$ 1,79 bilhão para R$ 1,04 bilhão. No setor aéreo, os investimentos projetados diminuem de R$ 522,44 milhões para R$ 412,95 milhões.

O PLOA ainda precisa ser aprovado pelo Congresso e pode mudar durante a tramitação. Além disso, os valores previstos não garantem que os recursos serão gastos: a execução depende da liberação do dinheiro ao longo do ano e de eventuais alterações no orçamento.

Para entender

PLOA
O Projeto de Lei Orçamentária Anual é a proposta do governo para as receitas e despesas da União no ano seguinte. Ele é enviado ao Congresso, que pode alterá-lo antes da votação. A proposta só se torna lei após a aprovação e a sanção.

Fontes: Estadão

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