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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Empresas inadimplentes no Brasil chegam a recorde de 9,3 milhões

Levantamento da Serasa Experian aponta alta anual de 14,3%; as dívidas somavam R$ 244,4 bilhões em agosto, distribuídas em 68,2 milhões de registros.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pequeno empresário analisa contas e documentos em uma mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pequeno empresário analisa contas e documentos em uma mesa.
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O Brasil registrou 9,3 milhões de empresas inadimplentes em agosto, o maior número da série da Serasa Experian. As dívidas somaram R$ 244,4 bilhões. Micro e pequenas empresas concentravam 8,8 milhões dos CNPJs negativados, enquanto serviços e comércio reuniam a maior parte das empresas com registros negativos.

O Brasil tinha 9,3 milhões de empresas inadimplentes em agosto, o maior número já registrado, segundo levantamento da Serasa Experian. O total cresceu 14,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto as dívidas somaram R$ 244,4 bilhões, distribuídas em 68,2 milhões de registros negativos.

Em média, cada empresa negativada acumulava 7,4 contas em atraso e devia R$ 26.355,13. O valor médio de cada dívida era de R$ 3.583,96. A Serasa Experian atribui a pressão sobre os negócios, entre outros fatores, ao custo elevado do crédito e à dificuldade de manter o caixa.

Embora o avanço anual da inadimplência tenha desacelerado — de 28,7% para 14,3% —, a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirmou que o crescimento continua expressivo e em dois dígitos. Ela disse que as condições seguem restritivas, sobretudo para negócios de menor porte.

Micro e pequenas empresas respondiam por 8,8 milhões dos CNPJs inadimplentes. Juntas, acumulavam 61,4 milhões de dívidas, que totalizavam R$ 211 bilhões. Cada negócio desse grupo tinha, em média, sete contas negativadas, dívida total de R$ 23.902,98 e valor médio de R$ 3.435,34 por débito.

O setor de serviços concentrava 56% das empresas negativadas, e o comércio, 32%. A indústria representava 8% do total; o setor primário, 0,9%; e os demais segmentos, 3,1%. Considerando a origem dos débitos, serviços respondiam por 31,7%, bancos e cartões por 19,7%, cooperativas por 8,5%, serviços básicos por 6,7% e telefonia por 6,2%. Ao todo, 75,6% do passivo vinha de setores não financeiros.

O Sudeste reunia a maior concentração de empresas com registros negativos. São Paulo tinha 3,2 milhões, seguido por Minas Gerais, com 927,4 mil, e Rio de Janeiro, com 879,9 mil. Paraná registrava 613.012 empresas inadimplentes e o Rio Grande do Sul, 539.319.

A procura de empresas por crédito aumentou 11,2% no acumulado de 12 meses, e as concessões de capital de giro avançaram 113,9%. Abdelmalack avaliou que, diante do recorde de inadimplência, esse movimento parece estar ligado principalmente à necessidade de financiar o caixa e manter as operações, e não necessariamente à redução das dívidas ou à expansão dos negócios.

Fontes: Estadão

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