Cleitinho critica boicotes a empresas por voto e condena influenciadora
Em vídeo, o senador pediu que políticos repudiem a recusa de uma influenciadora em comprar doces de uma criança em Fortaleza e questionou boicotes a comerciantes.
Resumo em 30 segundos
Cleitinho Azevedo criticou políticos que incentivam boicotes a empresas por causa do voto de seus proprietários. No mesmo vídeo, condenou uma influenciadora que se recusou a comprar doces de uma criança em Fortaleza após ela fazer um gesto associado a Lula. O senador também pediu que políticos abram mão de salários e benefícios.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito de Minas Gerais, criticou políticos que incentivam boicotes a empresas por causa do voto dos proprietários. Em vídeo publicado no domingo, 1º, ele também condenou uma influenciadora que, em Fortaleza, recusou-se a comprar doces vendidos por uma criança após ela fazer o gesto associado ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cleitinho afirmou que a criança não vota e pediu que políticos de direita e cristãos repudiem a atitude da influenciadora. “Eu, como um político de direita cristão, quero deixar aqui meu repúdio a essa atitude dessa jovem que humilhou uma criança porque a família dessa criança votou no Lula. Primeiro, que a criança não vota. Então, espero que aqui todos os políticos que se dizem de direita e cristãos repudiem atitudes como essa dessa jovem”, declarou.
Depois, o senador criticou quem defende deixar de comprar de comerciantes por causa de sua posição política. Ele argumentou que os impostos pagos por empresários e trabalhadores financiam benefícios e estruturas da classe política, como salários, auxílios e fundos eleitoral e partidário. Por isso, pediu que políticos favoráveis aos boicotes abram mão dos próprios rendimentos e vantagens.
“Então, eu quero que você que está boicotando, tanto político de esquerda quanto de direita, abra mão do seu salário, abra mão dos seus benefícios [...] Tanto o trabalhador quanto o empresário pagam imposto para manter esses privilégios de fundo eleitoral, de fundo partidário. Então, se você está mandando boicotar empresas, tanto de esquerda quanto de direita, abra mão de seu salário”, afirmou.
No vídeo, Cleitinho disse que eleitores têm liberdade para escolher como agir e sugeriu que também boicotem políticos. Para defender a convivência entre pessoas com opiniões diferentes, comparou divergências políticas à rivalidade entre torcedores de futebol e questionou se o voto ou o time escolhido definem o caráter de alguém.
Na semana anterior, parlamentares ligados ao bolsonarismo haviam defendido boicotes a lojas e empresas de pessoas que votaram no PT. Entre eles, o deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais em favor de boicotes a empresários, artistas e influenciadores.
Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição presidencial, também defenderam demitir funcionários que votaram em Lula. As manifestações envolvem a tentativa de associar escolhas políticas de proprietários e trabalhadores a decisões de consumo ou emprego. No episódio de Fortaleza, a criança vendia doces, mas não tinha participação no voto atribuído à família.