Ciclone Arnab deixa seis mortos e retira 180 mil na Índia
O sistema chegou a Andhra Pradesh na quarta-feira com rajadas de até 150 km/h; chuvas fortes ainda ameaçam áreas costeiras e podem causar alagamentos.
Resumo em 30 segundos
O ciclone Arnab atingiu Andhra Pradesh em 28 de outubro, com ventos de até 150 km/h e chuvas intensas. Ao menos seis pessoas morreram, cerca de 180 mil foram retiradas de áreas de risco e plantações, casas e serviços de energia sofreram danos. O sistema começou a perder força após chegar ao continente.
O ciclone Arnab atingiu a costa do estado indiano de Andhra Pradesh na quarta-feira, 28, com ventos de até 150 km/h e chuvas intensas. Ao menos seis pessoas morreram, cerca de 180 mil foram retiradas de áreas de risco e casas, plantações e serviços de energia sofreram danos. A tempestade começou a perder força depois de chegar ao continente.
O Departamento Meteorológico da Índia classificou o sistema como “muito severo” e registrou ventos sustentados entre 125 e 135 km/h. O órgão informou que a chuva acumulada chegou a 30 centímetros em algumas áreas de Andhra Pradesh e do estado vizinho de Odisha. Mesmo com o enfraquecimento, havia previsão de chuva forte e ventos nas áreas costeiras, além de risco de novos alagamentos.
As informações sobre mortes e danos incluem balanços diferentes. Narendra Singh Bundela, integrante da Força Nacional de Resposta a Desastres, declarou que três pessoas morreram e 31 residências foram danificadas. Separadamente, foram registradas duas mortes por eletrocussão em Visakhapatnam e uma após a queda de uma árvore no distrito de East Godavari; o balanço geral divulgado foi de ao menos seis vítimas.
As chuvas alagaram áreas baixas de Visakhapatnam e prejudicaram casas, estradas e a rede elétrica. O governo estadual informou que 14 distritos costeiros foram fortemente afetados. Em Konaseema, área de produção agrícola, plantações de banana e coco foram atingidas; no total, cerca de 79 mil acres de lavouras sofreram danos, equivalentes a aproximadamente 32 mil hectares.
Antes da chegada do ciclone, as autoridades retiraram moradores de áreas baixas e sujeitas a inundações em Andhra Pradesh. Em Odisha, havia planos para deslocar aproximadamente 48 mil pessoas de regiões ameaçadas. O chefe do governo de Andhra Pradesh, N. Chandrababu Naidu, pediu ajuda urgente ao governo central para atender as áreas atingidas.
As medidas de precaução incluíram o cancelamento de alguns serviços ferroviários, a proteção de barcos de pesca e a mobilização de equipes médicas. A autoridade estadual de gestão de desastres estimou que mais de 12 milhões de pessoas vivem ao longo da trajetória prevista para o ciclone.
Os efeitos do sistema também motivaram alertas no Nepal. A agência de gestão de desastres do país recomendou que turistas evitassem áreas de grande altitude e regiões do Himalaia, diante da possibilidade de chuva forte, raios e tempestades. Também foram previstas interrupções no transporte rodoviário e aéreo.