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Sábado, 10 de outubro de 2026

Protesto contra cadastro eleitoral leva Nova Délhi a reforçar segurança

Polícia fechou 45 estações de metrô, cancelou trens e colocou ativistas sob prisão domiciliar antes do ato convocado por jovens e grupos de oposição.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais e barricadas em uma rua de Nova Délhi antes de um protesto. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais e barricadas em uma rua de Nova Délhi antes de um protesto.
Resumo em 30 segundos

Autoridades reforçaram a segurança em Nova Délhi neste sábado para conter uma manifestação contra a revisão do cadastro eleitoral da Índia. O processo retirou 130 milhões de nomes do sistema e, segundo críticos, excluiu eleitores habilitados. O governo nega que a medida tenha motivação política. Os manifestantes pedem investigação independente e garantias de eleições livres.

A polícia da Índia reforçou a segurança em Nova Délhi neste sábado (10) para impedir uma manifestação contra mudanças no cadastro eleitoral. As autoridades cercaram o local previsto para o ato, colocaram ativistas sob prisão domiciliar, cancelaram trens com destino à capital e fecharam 45 estações de metrô.

O protesto foi convocado pelo Cockroach Janta Party, movimento de jovens conhecido como Partido do Povo das Baratas. Grupos de oposição e ativistas que realizaram manifestações diárias ao longo da semana também prometeram participar, apesar da proibição policial.

A mobilização questiona a chamada Revisão Intensiva Especial, processo de atualização do cadastro de eleitores iniciado em meados do ano passado. O governo afirma que a medida busca confirmar os registros e retirar nomes duplicados ou irregulares. Críticos dizem que a exigência de vários documentos levou à exclusão indevida de eleitores habilitados.

A revisão retirou 130 milhões de nomes do sistema. Segundo opositores e organizações civis, entre os afetados estão pessoas que precisaram provar publicamente que continuavam vivas, embora constassem como mortas nos registros. Esses grupos classificam a iniciativa como um expurgo político destinado a favorecer o primeiro-ministro Narendra Modi, no cargo há 12 anos.

O governo nega as acusações. O ministro do Interior, Amit Shah, afirmou em uma publicação nas redes sociais que a oposição espalha “mentiras e desinformação”. Ele também declarou que partidos sem apoio popular questionam as instituições após derrotas eleitorais.

Os manifestantes pedem garantias de eleições livres e transparentes. Entre as reivindicações estão a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, a suspensão da revisão até uma investigação independente e a recuperação do cadastro anterior para as próximas eleições. Um dos slogans dos jovens ironiza o dirigente: “Gyanu, já deu, brother”.

A contestação também atingiu a credibilidade da Comissão Eleitoral, instituição responsável por organizar as eleições no país. A insatisfação cresceu depois de relatos de que integrantes da própria comissão e do Supremo Tribunal indiano haviam manifestado ressalvas ao processo de revisão.

O Cockroach Janta Party surgiu como movimento juvenil para denunciar fraudes em exames de ingresso nas universidades. A campanha obteve uma vitória que levou à rara demissão de um ministro de Estado, segundo o relato sobre o grupo. Seus integrantes têm menos de 32 anos e não tinham experiência política prévia.

Entre os grupos que aderiram ao protesto estão associações de agricultores, o partido oposicionista Aam Aadmi e organizações estudantis de esquerda. Agricultores que participaram dos atos de 2020 contra reformas agrárias também se juntaram à mobilização; naquela ocasião, a pressão das ruas levou o governo de Modi a recuar. A atual disputa eleitoral, portanto, reúne movimentos com trajetórias distintas em torno de pedidos de revisão e fiscalização do cadastro de votantes.

Para entender

Revisão Intensiva Especial
Processo de atualização do cadastro eleitoral indiano iniciado em meados de 2025. O governo diz que a revisão verifica os registros e remove nomes duplicados ou irregulares; críticos afirmam que as exigências documentais excluíram eleitores habilitados.
Comissão Eleitoral da Índia
Instituição pública responsável por organizar e supervisionar as eleições nacionais na Índia. Sua atuação inclui administrar o processo eleitoral e manter o cadastro de eleitores.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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