Chris Pappas vira o primeiro homem abertamente gay eleito ao Senado
Ele derrotou John Sununu e assumirá em janeiro de 2027 a vaga de Jeanne Shaheen, mantendo com os democratas uma cadeira no Senado.
Resumo em 30 segundos
O democrata Chris Pappas venceu John Sununu na disputa por uma vaga no Senado dos Estados Unidos por New Hampshire. Ele será o primeiro homem abertamente gay a ocupar uma cadeira na Casa. Pappas assume em janeiro de 2027, no lugar de Jeanne Shaheen, e mantém com os democratas uma vaga que já pertencia ao partido.
O democrata Chris Pappas, de 46 anos, foi eleito senador por New Hampshire nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e se tornou o primeiro homem abertamente gay a conquistar uma cadeira na Casa. Ele derrotou o republicano John Sununu e ocupará, a partir de janeiro de 2027, a vaga da democrata Jeanne Shaheen, que não concorreu à reeleição.
A eleição marca um avanço na representação LGBTQIA+ no Senado, que já teve parlamentares abertamente lésbicas e bissexuais, mas nunca um homem assumidamente gay. Tammy Baldwin, democrata de Wisconsin, foi a primeira pessoa abertamente gay eleita para a Casa, em 2012.
Pappas celebrou o resultado em Manchester, sua cidade natal, ao lado de apoiadores. No discurso, agradeceu ao marido, Vann Bentley, e disse que se considerava uma pessoa de sorte por estar casado com alguém que ama, independentemente do desfecho da disputa. “É bom saber que o amor e a verdade prevaleceram esta noite”, afirmou.
Nascido em 4 de junho de 1980, em Manchester, Pappas é descendente de imigrantes gregos e cresceu trabalhando no restaurante da família, o Puritan Backroom, fundado em 1917. Formou-se pela Universidade Harvard em 2002 e iniciou a carreira política na Assembleia Legislativa de New Hampshire, onde atuou de 2003 a 2007. Depois, foi tesoureiro do condado de Hillsborough e integrou o Conselho Executivo estadual entre 2013 e 2019.
Eleito para a Câmara dos Representantes em 2018, Pappas representa o primeiro distrito congressional de New Hampshire desde 2019. Foi também o primeiro integrante abertamente gay da delegação do Estado no Congresso. Na Câmara, participou de comissões ligadas a transporte, infraestrutura e pequenos negócios.
Durante a campanha ao Senado, Pappas destacou propostas econômicas e de saúde e criticou políticas do presidente Donald Trump. Também atacou cortes no Medicaid, programa de assistência médica para pessoas de baixa renda, e a guerra contra o Irã. O democrata procurou vincular Sununu à agenda de Trump, que apoiou a candidatura do republicano.
Sununu, ex-senador, buscava voltar ao Congresso quase duas décadas depois de perder a reeleição para Shaheen, em 2008. Ele tentou se distanciar de Trump em temas como a guerra no Irã e a política externa. A vitória de Pappas mantém com os democratas uma cadeira que já pertencia ao partido; portanto, não amplia a bancada, mas evita uma perda na disputa pelo controle do Senado.