Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Charles III reconhece passado escravista durante visita às Bahamas

Em Nassau, o rei defendeu reconhecer injustiças coloniais enquanto antigas colônias cobram desculpas e reparações; a viagem também aborda riscos climáticos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Charles III conversa com jovens em um evento público nas Bahamas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Charles III conversa com jovens em um evento público nas Bahamas.
Resumo em 30 segundos

Charles III iniciou uma viagem de nove dias pelo Caribe com uma visita às Bahamas, onde reconheceu os sofrimentos e as injustiças da escravidão. A agenda inclui a Guiana e Antígua e Barbuda, com debates sobre reparações na reunião da Commonwealth e atividades ligadas a mudanças climáticas e proteção ambiental.

O rei Charles III iniciou nesta terça-feira, nas Bahamas, uma viagem de nove dias pelo Caribe em meio a reivindicações de desculpas oficiais e reparações pela escravidão no período colonial britânico. Em discurso a jovens em Nassau, ele reconheceu os sofrimentos e as injustiças do passado e afirmou que parte da cultura atual das Bahamas “nasceu da escuridão”.

“É justo que reconheçamos os grandes sofrimentos e injustiças do passado nestas ilhas e além delas, ao mesmo tempo em que celebramos as conquistas atuais e criamos novas oportunidades para o futuro”, disse o monarca. Na chegada ao local do discurso, manifestantes exibiram cartazes com a frase “Paguem o que nos devem”.

A visita inclui as Bahamas e a Guiana, na costa norte da América do Sul. Depois, Charles se encontrará com a rainha Camilla em Antígua e Barbuda, onde participará, de 1º a 4 de novembro, da reunião bienal dos chefes de governo da Commonwealth. A organização reúne 56 países independentes, em sua maioria antigos territórios britânicos, que mantêm vínculos históricos com o Reino Unido.

A escravidão e as reparações devem ser debatidas no encontro. Shirley Ayorkor Botchwey, secretária-geral da Commonwealth, afirmou que o tema estará na pauta. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, que tem encontro previsto com Charles, disse que reconhecer os “dias sombrios” da colonização é apenas um primeiro passo e defendeu que pedidos de desculpas sejam a etapa seguinte.

No início de setembro, o governo da Jamaica pediu ao rei que impulsionasse a campanha por reparações aos africanos escravizados e seus descendentes. Nenhum monarca britânico pediu desculpas oficialmente pela escravidão, embora tenham sido expressos sentimentos de pesar pelo papel do Reino Unido. O governo britânico também rejeita compensações financeiras.

A Commonwealth é uma associação voluntária, e seus países discutem temas de interesse comum. Além das reparações, a agenda da viagem inclui mudanças climáticas, comércio e investimento. O Palácio de Buckingham afirmou que a visita permitirá aos países caribenhos tratar de questões urgentes, entre elas os riscos climáticos para as ilhas.

Em Nassau, Charles chamou atenção para a vulnerabilidade das Bahamas: 90% das terras do país ficam a menos de dois metros acima do nível do mar. “Provavelmente não há lugar melhor do que as Bahamas [...] para compreender a realidade das mudanças climáticas que ameaçam tantas comunidades em toda a Commonwealth”, declarou. O rei também afirmou que “nosso mundo clama por cura” diante dos danos climáticos.

Charles, de 77 anos e em tratamento contra um câncer cuja natureza não foi divulgada, também participará de eventos culturais e visitará iniciativas ambientais. Na Guiana, estão previstas atividades ligadas à proteção da floresta tropical; em Antígua e Barbuda, ele conhecerá um projeto de restauração de corais e acompanhará as celebrações da independência do país.

Para entender

Commonwealth
Associação voluntária de países independentes que cooperam em temas de interesse comum. Reúne nações de diferentes regiões, muitas delas antigas colônias britânicas, e mantém vínculos históricos com o Reino Unido.

Fontes: O Globo, Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também