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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Charles III inicia viagem ao Caribe em meio a pedidos de reparação

O roteiro de nove dias inclui Bahamas, Guiana e Antígua e Barbuda, onde líderes da Commonwealth discutirão a escravidão e seus efeitos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Charles III durante uma visita oficial em um cenário tropical do Caribe. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Charles III durante uma visita oficial em um cenário tropical do Caribe.
Resumo em 30 segundos

Charles III inicia nesta terça-feira uma viagem de nove dias pelo Caribe, com paradas nas Bahamas, na Guiana e em Antígua e Barbuda. A visita ocorre em meio a pedidos de desculpas e reparações pela escravidão. O rei se reunirá com o presidente da Guiana, enquanto a Commonwealth realiza encontro de líderes em novembro.

O rei Charles III inicia nesta terça-feira (27) uma viagem de nove dias pelo Caribe, com paradas nas Bahamas e na Guiana, em meio a pedidos de desculpas e reparações pela escravidão durante o domínio colonial britânico. A visita também incluirá compromissos em Antígua e Barbuda, onde a rainha Camilla se juntará ao monarca para uma reunião de líderes da Commonwealth, de 1º a 4 de novembro.

A agenda, segundo o Palácio de Buckingham, não evitará o debate sobre o passado colonial. Em comunicado divulgado no início de outubro, o palácio citou a expressão usada por Charles para descrever a escravidão e a colonização como “os dias mais sombrios” da história britânica.

A Commonwealth é uma associação voluntária de 56 países independentes, muitos deles antigos territórios do Império Britânico, que mantêm vínculos históricos com o Reino Unido. A reunião bienal em Antígua e Barbuda reunirá os chefes de governo dos países membros.

Parte das antigas colônias, porém, quer que o reconhecimento do passado seja acompanhado por medidas concretas. No início de setembro, o governo da Jamaica pediu ao rei que apoie a campanha por reparações destinadas aos descendentes de africanos submetidos à escravidão.

Na Guiana, Charles tem uma reunião prevista com o presidente Irfaan Ali. Em entrevista à ITV News, Ali afirmou que reconhecer os danos da colonização é um “primeiro passo” e defendeu que pedidos de desculpas sejam a etapa seguinte.

A secretária-geral da Commonwealth, Shirley Ayorkor Botchwey, de Gana, também declarou que um pedido de desculpas do rei “não faria mal algum”. Ela afirmou que chegou o momento de tratar das reparações, que poderiam incluir indenizações financeiras ou outras formas de compensação.

A monarquia britânica ainda não apresentou um pedido oficial de desculpas pela participação do Reino Unido na escravidão. Monarcas anteriores expressaram pesar pelo papel central do país, enquanto o governo britânico rejeitou a possibilidade de indenizações econômicas.

A discussão já marcou outras viagens reais à região. Em 2022, uma turnê do príncipe William e de Kate Middleton pelo Caribe foi acompanhada por manifestações contra a monarquia e reivindicações por reparações.

Charles, de 77 anos, continua em tratamento contra um câncer cuja natureza não foi divulgada. A viagem ocorre enquanto antigas colônias cobram reconhecimento e compensação pelos efeitos da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas.

Para entender

Commonwealth
Associação voluntária de países independentes que mantêm vínculos históricos com o Reino Unido. Muitos de seus membros foram territórios do Império Britânico. A organização promove cooperação entre os países, e seus chefes de governo se reúnem periodicamente.

Fontes: Zero Hora

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