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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

CARA aponta discriminação racial entre católicos nos Estados Unidos

Levantamento indica que 39% dos adultos católicos sofreram discriminação racial; os índices relatados são mais altos entre indígenas e negros.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fiéis adultos de diferentes origens sentados nos bancos de uma igreja católica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fiéis adultos de diferentes origens sentados nos bancos de uma igreja católica.
Resumo em 30 segundos

Pesquisa do Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA), ligado à Universidade Georgetown, aponta que 39% dos católicos adultos dos Estados Unidos sofreram discriminação racial. Os relatos também incluem paróquias e escolas católicas. A maioria dos entrevistados considera pecado discriminar por raça ou etnia e defende combater barreiras institucionais.

Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA), da Universidade Georgetown, aponta que 39% dos católicos adultos dos Estados Unidos sofreram discriminação racial em algum momento da vida. Divulgado em 26 de outubro, o levantamento também identificou casos de racismo em paróquias e instituições de ensino católicas.

Os índices variam entre os grupos. Entre católicos indígenas, 75% disseram ter enfrentado discriminação racial ao longo da vida; 15% relataram situações desse tipo dentro de suas paróquias. Entre os fiéis negros, 66% passaram por discriminação, e 26% afirmaram ter sofrido racismo em paróquias ou escolas católicas.

Católicos hispânicos e asiáticos também registraram índices de discriminação superiores a 50%, segundo o levantamento. A pesquisa indica ainda diferenças na percepção do problema: fiéis brancos são os menos propensos a identificar o racismo em suas comunidades, enquanto os negros são os que mais o reconhecem.

O estudo separa o racismo em duas categorias. O implícito abrange barreiras estruturais, como obstáculos injustos no acesso à moradia e à educação. O explícito inclui agressões diretas, como insultos e recusa de serviços. Cerca de 17% dos participantes consideram muito presente o racismo implícito onde vivem; 19% dizem o mesmo sobre o explícito.

Apesar dos relatos de discriminação, a maioria dos entrevistados reconhece o racismo como uma questão moral. Para 75% dos católicos adultos ouvidos, excluir ou maltratar alguém por causa da raça ou etnia é pecado. Outros 73% concordam que também há pecado quando pessoas ou instituições se omitem e deixam de agir diante de injustiças raciais.

A pesquisa também investigou como os participantes avaliam formas de enfrentar o problema. Para 67%, acabar com o racismo exige combater políticas e barreiras institucionais que mantêm desigualdades sociais e econômicas. O resultado aponta para a percepção de que a condenação de atos individuais não basta, e que as estruturas que favorecem a exclusão também precisam ser enfrentadas.

O CARA é um centro de pesquisa ligado à Universidade Georgetown que estuda o catolicismo nos Estados Unidos. Os resultados mostram uma diferença entre a posição expressa pelos fiéis sobre o racismo e as experiências relatadas por grupos minoritários, inclusive dentro de espaços ligados à Igreja.

Para entender

CARA
O Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado é uma instituição ligada à Universidade Georgetown. Estuda o catolicismo nos Estados Unidos e realiza pesquisas sobre a Igreja, seus fiéis e suas comunidades.

Fontes: Gazeta do Povo

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