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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Cesta de supermercado fica 1,09% mais cara em setembro

Levantamento da Abras reúne 35 produtos; tomate, batata e cebola lideraram as altas, enquanto feijão e café ficaram mais baratos pelo terceiro mês seguido.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Cesta de supermercado com tomates, batatas, cebolas, arroz, feijão e café. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Cesta de supermercado com tomates, batatas, cebolas, arroz, feijão e café.
Resumo em 30 segundos

A cesta de 35 produtos acompanhada pela Abras custou R$ 846,22 em setembro, alta de 1,09% após dois meses de queda. No acumulado do ano, o avanço chegou a 5,73%, acima da inflação oficial do período. Tomate, batata e cebola tiveram as maiores altas mensais.

As vendas dos supermercados cresceram 0,59% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2025, mas recuaram 1,46% em relação a agosto, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). De janeiro a setembro, o setor acumula alta de 2,70%, e a entidade projeta crescimento de 3,2% para o ano.

A queda mensal veio depois de altas de 3,01% em julho e 2,21% em agosto. O recuo também foi registrado em setembro de 2024 e de 2025. Para Marcio Milan, vice-presidente da Abras, o consumo segue em trajetória positiva, embora as famílias precisem dividir o orçamento entre as compras para casa e outros compromissos.

A cesta de 35 produtos acompanhada pela associação subiu 1,09% em setembro e chegou a R$ 846,22, após dois meses de baixa. No acumulado do ano, o valor avançou 5,73%, acima da inflação oficial do período, de 3,95%.

Tomate, batata e cebola tiveram as maiores altas no mês, com aumentos de 37,76%, 24,07% e 10,14%, respectivamente. O arroz ficou 4,56% mais caro. Já o feijão e o café caíram pelo terceiro mês seguido, recuando 4,12% e 1,09%; desde o início do ano, porém, o feijão ainda acumula alta de 36,43%, enquanto o café registra queda de 16,19%. O leite longa vida subiu 27% no período, e as carnes bovinas também permanecem em alta.

O aumento dos alimentos ganhou força em outubro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a variação de preços antes do fechamento do mês, mostrou alta de 0,88% em alimentação e bebidas, mais que o dobro dos 0,40% registrados em setembro. Tomate, cebola, batata e arroz voltaram a aparecer entre os produtos com maiores aumentos.

A cesta encareceu em todas as regiões do país. O Centro-Oeste teve a maior alta mensal, de 1,97%, enquanto o Norte registrou o maior preço médio, de R$ 942,56. No Nordeste, o avanço foi de 0,70%, o menor entre as regiões, e o valor médio chegou a R$ 756,86. Os dados divulgados não detalham um preço específico para Belo Horizonte.

A Abras aponta a renda das famílias como apoio para as vendas até dezembro. A entidade estima que o benefício médio do Bolsa Família aumente R$ 98,82 por família a partir de outubro, passando de R$ 678,18 para R$ 777; cerca de R$ 49 desse acréscimo poderiam ser gastos em supermercados. Também são citados o reajuste de 5,4% do piso salarial dos professores da educação básica, com impacto estimado em R$ 6,4 bilhões, e a liberação de R$ 3,22 bilhões em requisições de pequeno valor pela Justiça Federal.

O mercado de trabalho também sustenta o consumo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística reunidos pela associação. A taxa de desemprego foi de 5,3% no trimestre até agosto, e a massa de rendimento real do trabalho chegou a R$ 385,6 bilhões, recorde da série e alta anual de 4,8%. Ao mesmo tempo, consumidores têm optado mais por itens baratos: a participação desses produtos no total da cesta passou de 54,9% para 55,5% das vendas entre setembro de 2025 e setembro de 2026.

Fontes: Valor Econômico

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