Brasileiros na Nova Zelândia abrem votação do 2º turno no exterior
As cinco seções de Wellington abriram às 16h de Brasília; os votos no exterior entram na apuração nacional e não indicam quem está na frente.
Resumo em 30 segundos
Brasileiros na Nova Zelândia foram os primeiros eleitores no exterior a votar no segundo turno presidencial, com a abertura de cinco seções em Wellington. Cerca de 918,9 mil eleitores estão registrados fora do país e podem escolher apenas presidente. Os votos são somados à apuração nacional, sem resultado separado para o exterior.
A votação do segundo turno da eleição presidencial de 2026 começou neste sábado na Nova Zelândia, onde brasileiros foram os primeiros eleitores no exterior a votar. As cinco seções de Wellington abriram às 16h, pelo horário de Brasília, e atendem cerca de 3,1 mil pessoas aptas a votar.
No exterior, a votação segue o horário local: as seções abrem às 8h e fecham às 17h. Brasileiros registrados fora do país podem escolher apenas o presidente da República. O segundo turno será realizado no Brasil neste domingo (25).
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra cerca de 918,9 mil eleitores brasileiros no exterior, distribuídos por 186 cidades. Portugal concentra o maior local de votação, em Lisboa, com 78 mil inscritos. Boston, nos Estados Unidos, e Porto, também em Portugal, aparecem em seguida entre os postos com mais eleitores.
Os Estados Unidos têm o maior eleitorado brasileiro registrado em um país, com 265 mil pessoas aptas a votar. Portugal soma 134 mil e o Japão, 88,3 mil. A Coreia do Norte e Bangladesh têm apenas um eleitor brasileiro registrado cada. Os números da matéria também citam 918,8 mil eleitores aptos no exterior, diferença de 100 pessoas em relação ao total atribuído ao TSE.
As últimas seções a abrir e encerrar serão as de São Francisco e Los Angeles, nos Estados Unidos, e Vancouver, no Canadá. Essas cidades estão quatro horas atrás de Brasília, o que faz com que a votação termine nelas depois do encerramento das urnas em localidades com fuso horário mais adiantado.
O total de brasileiros aptos a votar fora do país cresceu mais de 30% em relação às eleições de quatro anos atrás, quando eram 697 mil. O contingente atual é o maior desde 2010, quando os dados passaram a ser contabilizados.
A participação dos eleitores no exterior tem sido menor do que a do eleitorado no Brasil. No primeiro turno de 2026, a abstenção entre os brasileiros registrados fora do país foi de 63%. O índice havia sido de 51% em 2022 e de 59% tanto em 2018 quanto em 2014.
A votação no exterior não determina um resultado separado para a eleição presidencial: os votos são contabilizados na apuração nacional. Por isso, a abertura das urnas na Nova Zelândia não indica, por si só, quem está à frente ou quem venceu o segundo turno. O resultado depende da totalização dos votos válidos no Brasil e nas seções eleitorais fora do país.
Para entender
- Tribunal Superior Eleitoral
- O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira. Entre suas atribuições estão organizar as eleições presidenciais, divulgar regras eleitorais e centralizar a totalização dos votos válidos no país e nas seções eleitorais no exterior.