Bradsaúde deve ter lucro de R$ 850 milhões no terceiro trimestre
O Itaú BBA também estima que a Hapvida perdeu 132 mil beneficiários entre julho e setembro e prevê pressão sobre a rentabilidade das empresas.
Resumo em 30 segundos
O Itaú BBA projeta lucro líquido de R$ 850 milhões para a Bradsaúde no terceiro trimestre, abaixo do resultado do período anterior, e aumento da sinistralidade. A Hapvida deve perder 132 mil beneficiários, segundo a estimativa. Para SulAmérica, a expectativa é de desempenho positivo; a Rede D’Or deve ter números mais fracos na atividade hospitalar.
A Hapvida deve ter perdido 132 mil beneficiários entre julho e setembro, enquanto a Bradesco Saúde (Bradsaúde) deve registrar lucro líquido de R$ 850 milhões no terceiro trimestre, segundo estimativas do Itaú BBA. As previsões fazem parte de uma análise sobre os resultados de empresas de saúde, que começam a ser divulgados nesta quarta-feira, 21 de outubro; a Bradsaúde deve publicar seus números após o fechamento do pregão.
Para a Bradsaúde, a projeção de lucro representa uma queda em relação aos R$ 1,11 bilhão registrados no segundo trimestre. O banco espera que a sinistralidade médica suba 1,9 ponto percentual na comparação trimestral, para 85,7%. O indicador mede a parcela das receitas dos planos destinada a despesas assistenciais, como consultas, exames e internações; quanto maior, menor tende a ser o espaço para outros custos e resultados.
A instituição também prevê redução sequencial do resultado financeiro da Bradsaúde, associada à deflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) observada em agosto. A combinação da sinistralidade mais alta com a queda esperada nessa linha deve pressionar a rentabilidade da operadora, de acordo com a análise.
Para a SulAmérica, a expectativa é de desempenho positivo no trimestre e de leve recuo da sinistralidade. A Rede D’Or, por sua vez, deve apresentar números mais fracos na atividade hospitalar. O Itaú BBA avalia que esse desempenho já está, em grande parte, refletido nas expectativas dos investidores e que o terceiro trimestre pode ser o último com crescimento modesto do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), antes de uma possível aceleração nos períodos seguintes.
A Hapvida deve enfrentar outro trimestre difícil, segundo a projeção, tanto pela pressão sobre a base de beneficiários quanto pela rentabilidade. O banco considera que as medidas da companhia para melhorar a operação ainda estão no começo e prevê que sinais mais favoráveis possam aparecer no quarto trimestre de 2026. A estimativa de perda de clientes, portanto, é uma previsão do Itaú BBA, não um resultado já confirmado pela empresa.
A sinistralidade é um indicador central para operadoras de planos de saúde porque compara os gastos com atendimento médico às receitas obtidas com as mensalidades. O acompanhamento da base de beneficiários também ajuda a avaliar a escala de operação e a entrada de receitas, embora a variação no número de clientes, isoladamente, não determine o resultado financeiro de uma companhia.