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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Dólar fica estável à espera de pesquisa Quaest sobre eleição

O levantamento sobre o segundo turno da eleição presidencial, entre Flávio Bolsonaro e Lula, estava previsto para as 10h; às 9h47, a moeda recuava 0,05%.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Mesa de operações financeiras com telas desfocadas e uma urna eleitoral ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Mesa de operações financeiras com telas desfocadas e uma urna eleitoral ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O dólar operava perto da estabilidade na manhã desta quarta-feira, enquanto investidores aguardavam a pesquisa Quaest sobre o segundo turno presidencial de domingo. O levantamento anterior apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. A eleição e as expectativas sobre a política fiscal também influenciavam as apostas nos ativos brasileiros.

O dólar abriu perto da estabilidade nesta quarta-feira (21), enquanto investidores aguardavam a divulgação de uma pesquisa Quaest sobre o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). O levantamento estava previsto para sair por volta das 10h e mede a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na pesquisa Quaest anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio aparecia com 46% das intenções de voto e Lula, com 44%. A diferença estava dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que caracterizava empate técnico. O nível de confiança informado era de 95%; brancos e nulos somavam 9%, e 1% dos entrevistados estava indeciso.

Às 9h47, o dólar recuava 0,05%, cotado a R$ 5,015. Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,57%, para R$ 5,017, enquanto o Ibovespa avançou 1,56%, encerrando a sessão aos 208.295 pontos. A proximidade do segundo turno manteve a eleição entre os fatores observados por investidores na abertura dos negócios.

A expectativa de uma possível mudança de governo tem influenciado as apostas nos ativos brasileiros. Parte do mercado associa a candidatura de Flávio à possibilidade de um ajuste fiscal mais rigoroso, isto é, medidas destinadas a controlar as contas públicas e a trajetória da dívida. Essa perspectiva pode reduzir o risco percebido por quem financia o governo e afetar as taxas de juros futuras, que influenciam o custo do crédito e as decisões de investimento das empresas.

O movimento dos ativos, porém, não representa uma previsão de resultado eleitoral. A pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada na véspera mostrou Flávio com 50,3% dos votos válidos e Lula com 49,7%, também em empate técnico. Uma nova pesquisa Datafolha estava prevista para quinta-feira (22), e os candidatos participariam de um debate na sexta-feira, na TV Globo.

A possibilidade de alternância de poder e a expectativa de maior compromisso com o ajuste fiscal foram apontadas como fatores de otimismo para o mercado. Ao mesmo tempo, analistas ressaltaram que a disputa pode elevar a volatilidade, ou seja, a intensidade das oscilações dos preços. O intervalo entre o primeiro e o segundo turno costuma concentrar reações dos investidores às notícias e pesquisas eleitorais.

A política econômica de um eventual governo Flávio ainda é objeto de dúvidas. Uma proposta de ajuste inicial de cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 250 bilhões, foi associada a medidas como limitar os ganhos reais de benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de retirar os pisos constitucionais de gastos com saúde e educação. Flávio nega que pretenda adotar essas medidas.

Os juros futuros recuaram na sessão de terça-feira. Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI), usados como referência das expectativas para a trajetória da taxa básica de juros, caíram em diferentes vencimentos. A taxa para janeiro de 2028 passou de 12,889% para 12,750%; a de janeiro de 2030 recuou de 12,889% para 12,729%, segundo os dados divulgados para o pregão.

As variações nos juros também ajudam a explicar o desempenho de empresas sensíveis ao crédito. Varejistas podem ser afetadas tanto pelo custo de suas dívidas quanto pela capacidade de consumo dos clientes. Na terça-feira, as ações da Americanas, que não compõe o Ibovespa, chegaram a subir 25%, a R$ 7,50; Magazine Luiza avançou 14,8%, e Lojas Renner, 5,6%.

No cenário internacional, os preços do petróleo também influenciaram os negócios. O barril do Brent, referência mundial, chegou a US$ 111,75 e recuava 0,25%, para US$ 109,29, por volta das 17h. A movimentação refletiu incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e relatos de incêndios em navios no estreito de Hormuz, rota importante para o transporte de petróleo e gás.

A alta da commodity pode aumentar a aversão ao risco e pressionar a inflação, mas o Brasil, por ser exportador líquido de petróleo, também pode receber mais moeda estrangeira pelas vendas externas. Assim, o efeito sobre os ativos locais depende de fatores distintos: a tensão internacional tende a preocupar investidores, enquanto a receita maior com exportações pode favorecer o real.

Fontes: Folha de S.Paulo, Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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