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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Itaú BBA eleva preço-alvo da Movida para R$ 25 até 2027

Com a nova estimativa, as ações MOVI3 têm potencial de valorização de 51,2% ante o fechamento de sexta-feira; o banco manteve recomendação de compra.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carros estacionados em uma unidade de aluguel de veículos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carros estacionados em uma unidade de aluguel de veículos.
Resumo em 30 segundos

O Itaú BBA elevou de R$ 15 para R$ 25 o preço-alvo das ações da Movida para o fim de 2027 e manteve a recomendação de compra. O banco estima lucro líquido de R$ 806 milhões em 2027 e aponta a trajetória dos juros e o mercado de seminovos entre os fatores a acompanhar.

O Itaú BBA elevou de R$ 15 para R$ 25 o preço-alvo das ações da Movida (MOVI3) para o fim de 2027 e manteve a recomendação de compra. Com base no fechamento de sexta-feira, o novo valor indica potencial de valorização de 51,2%, segundo as estimativas do banco.

A ação acumula alta de 155% desde a mínima, mas o Itaú BBA afirma que ainda vê espaço para ganhos caso os juros caiam. Os analistas Daniel Gasparete, Gabriel Rezende e Pedro Tineo estimam que uma redução de 100 pontos-base na taxa Selic poderia elevar em cerca de 15% o lucro da companhia. Um ponto-base corresponde a 0,01 ponto percentual.

O banco projeta lucro líquido de R$ 806 milhões em 2027, ante a estimativa anterior de R$ 704 milhões. A revisão considera margens mais fortes nas operações de aluguel de carros (RAC) e de gestão e terceirização de frotas (GTF), além de uma redução de aproximadamente 150 pontos-base na taxa de desconto usada nos cálculos de avaliação.

Para 2027, a previsão do Itaú BBA é de Ebitda de cerca de R$ 7,8 bilhões. A sigla representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e é usada para avaliar o desempenho operacional de uma empresa, antes desses efeitos financeiros e contábeis.

Na avaliação do banco, a Movida negocia a 8,7 vezes o lucro estimado para 2027 e a cerca de cinco vezes o projetado para 2028. O Itaú BBA considera o múltiplo de 2028 uma referência mais relevante se houver melhora no cenário de juros e avalia que a relação entre preço e lucro poderia se aproximar de dez vezes ao longo do tempo, desde que a empresa mantenha o crescimento.

O preço-alvo é uma estimativa de quanto uma ação pode valer em determinado horizonte, não uma garantia de retorno. Para os próximos 30 a 90 dias, o banco aponta a trajetória da curva de juros como principal fator a acompanhar. A curva reúne as taxas de mercado esperadas para diferentes prazos e influencia o custo de financiamento e a avaliação de empresas.

Entre os aspectos operacionais, o Itaú BBA destaca o desempenho do aluguel de carros e as tendências do mercado de seminovos, incluindo volumes e margens. O banco também cita riscos para a tese de investimento: juros elevados por mais tempo e eventual queda nos preços de veículos usados, que pode afetar o valor residual dos carros, a depreciação e as margens da companhia.

Fontes: Estadão

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