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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Bolsas de Nova York operam sem direção única após eleição nos EUA

Às 7h30, o Dow Jones futuro subia 0,49%, enquanto o S&P 500 avançava 0,02% e o Nasdaq recuava 0,60%; petróleo e dólar também oscilavam.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em um pregão financeiro de Nova York. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em um pregão financeiro de Nova York.
Resumo em 30 segundos

Os futuros das bolsas de Nova York tinham movimentos distintos após a alta de Wall Street na véspera, quando investidores reagiram à vitória democrata nas eleições de meio de mandato. Petróleo e dólar também apresentavam oscilações, enquanto o mercado acompanhava balanços de empresas e aguardava dados sobre o emprego nos Estados Unidos.

Os futuros das bolsas de Nova York operavam sem direção única nesta quinta-feira (5), após a alta de Wall Street na véspera, quando investidores reagiram à vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. Às 7h30, no horário de Brasília, o Dow Jones futuro subia 0,49%, o S&P 500 avançava 0,02% e o Nasdaq recuava 0,60%.

Na votação de terça-feira (3), os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Deputados e do Senado, impondo ao presidente Donald Trump uma derrota legislativa que pode dificultar a aprovação de sua agenda nos dois anos restantes de mandato. Trump aceitou o resultado, segundo as informações divulgadas após a eleição.

As eleições de meio de mandato ocorrem no meio do ciclo presidencial de quatro anos e renovam as duas casas do Congresso. A composição do Legislativo influencia a capacidade do governo de aprovar projetos e controlar gastos federais, fatores acompanhados por investidores ao avaliar os efeitos do resultado sobre a política econômica.

O petróleo tentava se recuperar nesta quinta-feira, depois de cair nas três sessões anteriores. Na véspera, os contratos da commodity recuaram mais de 8%, atingindo os menores níveis em quase dois meses. Investidores avaliaram que a vitória democrata pode aumentar a pressão política para desacelerar o conflito no Oriente Médio e dificultar seu financiamento.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou na quarta-feira que o partido buscará encerrar a guerra e citou o controle do Congresso sobre os gastos federais. O vice-presidente JD Vance atribuiu publicamente ao conflito as derrotas republicanas.

Às 7h30, o petróleo WTI para dezembro subia 0,43%, a US$ 88,51 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York. O Brent para janeiro avançava 1,64%, a US$ 96,17 o barril, na bolsa ICE. Os preços do petróleo podem reagir tanto a expectativas sobre a oferta quanto a mudanças nas perspectivas de conflito e de financiamento.

O dólar também recuava ante uma cesta de moedas fortes, prolongando as perdas da véspera. O índice DXY, que compara a moeda americana com seis divisas, caía 0,04%, a 101,49 pontos. O euro subia a US$ 1,1231, a libra avançava a US$ 1,3461 e o dólar era negociado a 158,33 ienes.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos tinham comportamento misto. Os papéis de prazos mais longos chegaram a mínimas de oito semanas durante a madrugada, em meio à expectativa de maior disciplina fiscal com o avanço democrata. Às 7h30, o rendimento do título de dois anos subia a 4,593%, enquanto o de dez anos caía a 4,877% e o de 30 anos recuava a 5,254%.

Investidores também acompanhavam a divulgação de balanços de empresas, entre eles o da ConocoPhillips, e aguardavam dados sobre o mercado de trabalho americano.

Fontes: Estadão

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