Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Bolsas europeias caem com alta do petróleo e dos juros

As bolsas europeias fecharam em baixa nesta quinta-feira, pressionadas pela alta dos rendimentos dos títulos públicos e do petróleo.

Por Ricardo Vasconcelos 1 min de leitura
Prédios de um distrito financeiro europeu sob céu nublado, em uma cena de mercado cautelosa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Prédios de um distrito financeiro europeu sob céu nublado, em uma cena de mercado cautelosa.
Resumo em 30 segundos

As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira, com investidores atentos à alta dos rendimentos dos títulos soberanos e do petróleo e à incerteza no Oriente Médio. O plano francês para reduzir o déficit não conteve a alta dos juros da dívida. Na zona do euro, o desemprego ficou em 6,4% e o PMI industrial subiu a 52,9 pontos.

As principais bolsas da Europa encerraram em queda nesta quinta-feira (1º), ampliando as perdas da sessão anterior. O movimento ocorreu em meio à percepção de maior risco nos mercados internacionais, com avanço dos rendimentos dos títulos soberanos e dos preços do petróleo.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,14%, para 627,64 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu 1,68%, aos 10.428,27 pontos; o DAX, de Frankfurt, perdeu 1,03%, para 24.939,35 pontos; e o CAC 40, de Paris, baixou 1,62%, aos 7.835,31 pontos.

A incerteza no Oriente Médio mantém o petróleo em níveis elevados. A Europa é especialmente sensível aos desdobramentos do conflito entre Irã e Estados Unidos, devido à dependência de importações de energia da região. Investidores também acompanham preocupações fiscais no Reino Unido, na França e na Alemanha.

O governo francês apresentou nesta quinta-feira um plano para reduzir o déficit orçamentário por meio de cortes de gastos e aumento de impostos. Mesmo após o anúncio, os rendimentos dos títulos públicos franceses, conhecidos como OATs, subiram, em meio ao ceticismo de investidores sobre a proposta.

Entre os indicadores econômicos divulgados, a taxa de desemprego da zona do euro ficou estável em 6,4% em setembro. O índice de gerentes de compras (PMI) industrial do bloco avançou a 52,9 pontos no mês, o maior patamar em 52 meses.

Leia também