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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Bispo Wolfgang Pisa pede revisão eleitoral após violência na Tanzânia

Na missa de um ano da eleição contestada de 2025, o presidente da Conferência Episcopal pediu perdão para detidos por razões políticas e mudanças para evitar novos confrontos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Interior de uma catedral na Tanzânia preparada para uma missa em memória das vítimas da violência eleitoral. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Interior de uma catedral na Tanzânia preparada para uma missa em memória das vítimas da violência eleitoral.
Resumo em 30 segundos

Wolfgang Pisa pediu aos tanzanianos que defendam a verdade e revejam as regras eleitorais após a violência que se seguiu à eleição contestada de 2025. Na missa de aniversário da votação, o presidente da Conferência Episcopal também pediu perdão para pessoas detidas por razões políticas e convocou líderes e fiéis a contribuir para evitar novos episódios de violência.

O bispo Wolfgang Pisa pediu que os tanzanianos defendam a verdade, revejam o sistema eleitoral e perdoem pessoas detidas por motivos políticos ou em conexão com as eleições de 2025. A declaração foi feita em 29 de outubro, durante uma missa na Catedral de Santo André Kaggwa, na Diocese de Lindi, um ano após a votação contestada que foi seguida por violência no país africano.

Pisa, presidente da Conferência Episcopal da Tanzânia (TEC), afirmou que reconhecer problemas nas regras eleitorais é necessário para evitar novos episódios de violência. “Se dizemos que a atual lei eleitoral e a presente constituição não podem realizar eleições justas, verdadeiras, pacíficas e seguras, então essa é a verdade que deve nos guiar”, disse. A TEC dedicou orações nacionais às vítimas no aniversário da eleição realizada em 29 de outubro de 2025.

Na homilia, o bispo citou João Batista como exemplo de alguém que sustentou a verdade apesar dos custos pessoais. Ele pediu que os fiéis não distorçam os fatos e que sejam guiados por eles. A mensagem, segundo Pisa, deve orientar a resposta à violência ocorrida após a eleição.

O presidente da conferência também convocou pessoas em cargos públicos e em outros setores a usar sua influência para impedir que os acontecimentos se repitam. Ele mencionou a rainha Ester, personagem bíblica que interveio diante de uma ameaça ao povo judeu, e defendeu tanto a oração quanto a atuação de pessoas capazes de influenciar decisões. “Este não é o momento apenas de reclamar”, afirmou, ao pedir que representantes de diferentes instituições contribuam para buscar soluções.

Pisa também pediu arrependimento por ações e omissões que possam ter colocado outras pessoas em risco. Ele citou assassinatos, ferimentos, desaparecimentos e casos em que familiares não puderam enterrar seus parentes ao falar sobre as consequências da violência. Em referência à história bíblica de Caim e Abel, perguntou: “Onde está seu irmão Abel?”

O bispo pediu que pessoas detidas, torturadas ou presas por razões políticas e em conexão com a eleição anterior sejam poupadas de novas agressões e recebam perdão. Ele advertiu que matar os detidos não resolveria os problemas e poderia ampliar o ódio e a divisão. A declaração não identifica quantas pessoas continuam presas nem detalha as acusações contra elas.

A eleição de 2025 foi contestada, e a violência que se seguiu deixou vítimas, de acordo com a homilia. Ao pedir uma revisão do sistema eleitoral, Pisa relacionou a busca por eleições justas, pacíficas e seguras à prevenção de novos confrontos. A lei eleitoral estabelece regras para a organização das votações, enquanto a Constituição define princípios e a estrutura institucional do país; mudanças nesses marcos dependem de processos conduzidos pelas autoridades competentes.

Ao concluir, o bispo pediu que os fiéis continuem rezando pela Tanzânia e por seus dirigentes. Ele afirmou que a oração deve acompanhar a busca por paz, justiça, liberdade e verdade para a população.

Fontes: Gazeta do Povo

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