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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Lori Logan defende ao menos mais duas altas de juros nos EUA

A dirigente do Fed de Dallas propõe uma pausa depois dos aumentos para avaliar os dados; o aperto nos EUA também pode afetar o Brasil.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Prédio do Federal Reserve em Washington, com a bandeira dos Estados Unidos ao lado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Prédio do Federal Reserve em Washington, com a bandeira dos Estados Unidos ao lado.
Resumo em 30 segundos

Lori Logan, presidente do Fed de Dallas, defendeu ao menos mais duas altas de 0,25 ponto percentual nos juros americanos antes de uma pausa para avaliar a economia. Ela afirmou que o aperto busca conter a inflação sem comprometer o pleno emprego. A opinião não representa uma decisão do Fomc, responsável por definir a taxa básica.

A presidente do Federal Reserve (Fed) de Dallas, Lori Logan, afirmou que o banco central dos Estados Unidos deve elevar os juros ao menos mais duas vezes, em incrementos de 0,25 ponto percentual, antes de interromper o ciclo de aperto monetário. Ela fez a avaliação em um evento e disse que, depois dessas altas, seria adequado pausar para analisar os dados econômicos e financeiros.

Logan afirmou que o objetivo é tornar a política monetária moderadamente restritiva para levar a inflação de volta à meta do Fed e preservar o pleno emprego. A pausa, segundo ela, não significaria mudança nesse propósito: daria tempo para famílias, empresas e mercados se adaptarem aos custos maiores de crédito.

A dirigente disse que pode rever sua posição se mudarem as perspectivas econômicas ou os riscos. Para ela, uma elevação gradual ajuda a reduzir o risco de uma desaceleração mais acentuada do que a necessária, em um cenário de volatilidade nos mercados financeiros.

Logan relacionou parte dessa instabilidade às notícias sobre as perspectivas de investimento em tecnologia e a acontecimentos geopolíticos. Também afirmou que a alta dos juros de longo prazo neste ano reflete expectativas de crescimento nominal mais forte e de taxas neutras mais elevadas — o nível de juros que, em tese, não estimula nem restringe a atividade econômica. Na avaliação dela, esses fatores apontam para a necessidade de maior aperto monetário.

As declarações de Logan representam sua avaliação sobre o caminho dos juros; não equivalem, por si só, a uma decisão do comitê responsável pela política monetária dos Estados Unidos. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) define a taxa básica e avalia a inflação, o emprego e outras condições econômicas em suas decisões.

Uma alta nos juros americanos pode ter efeitos sobre o Brasil porque títulos dos Estados Unidos passam a oferecer retornos maiores e podem atrair recursos de investidores. Isso pode pressionar o câmbio e elevar os custos de financiamento, embora o impacto dependa também das condições econômicas e das decisões de política monetária brasileiras. Logan observou que, se os participantes do mercado compreenderem os planos do Fomc, o momento exato de cada aumento tende a ter pouco efeito sobre as taxas de longo prazo.

Para entender

Fomc
O Comitê Federal de Mercado Aberto é o órgão do Federal Reserve que define a política monetária dos Estados Unidos, incluindo a taxa básica de juros. Suas decisões consideram fatores como inflação, emprego e condições econômicas.

Fontes: Valor Econômico

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