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Sábado, 31 de outubro de 2026

Bebê morre após ser atingido por abacate que caiu de árvore

Lucas tinha 12 dias e estava no colo da mãe, em frente a um jardim de infância em Quilmes; o Ministério Público investiga possível negligência.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Árvore de abacateiro na calçada diante de um jardim de infância em Quilmes. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Árvore de abacateiro na calçada diante de um jardim de infância em Quilmes.
Resumo em 30 segundos

Lucas morreu quatro dias depois de ser atingido na cabeça por um abacate que caiu de uma árvore em frente a um jardim de infância em Quilmes, na Argentina. A família afirma que havia pedido a poda das árvores. O Ministério Público investiga a morte como possível caso de negligência.

Lucas, um bebê de 12 dias, morreu no domingo (25), quatro dias depois de ser atingido na cabeça por um abacate que caiu de uma árvore em frente a um jardim de infância em Quilmes, na Argentina. O acidente aconteceu no dia 22, quando ele estava nos braços da mãe, Giuliana Gómez, que deixava o filho de cinco anos na unidade de educação infantil 949, na Rua Conesa.

Segundo o relato de Giuliana, a fruta se desprendeu de uma das três árvores plantadas na calçada e atingiu o recém-nascido por volta das 8h. O impacto provocou fraturas no crânio e hemorragias, conforme a mãe. Lucas foi internado, passou por cirurgia e ficou na unidade de terapia intensiva (UTI), mas morreu quatro dias após o acidente.

A mãe pediu socorro ao serviço de emergência SAME, sigla em espanhol para o sistema de atendimento médico de urgência, e aos bombeiros. Professoras e outras mães que estavam no jardim de infância também ajudaram. Diante da demora, o pai levou o bebê por conta própria a uma unidade de saúde.

“Passaram-se 30 minutos e o pai do meu filho nos levou até o hospital, já que o SAME não tinha o necessário para atender o meu bebê”, disse Giuliana. A mãe também afirmou que não consegue aceitar a perda.

A família sustenta que o acidente poderia ter sido evitado e afirma que a unidade solicitava a poda das árvores desde o ano passado. Giuliana declarou que já haviam ocorrido outros acidentes no local e que não houve resposta das autoridades municipais aos pedidos. As árvores foram podadas dois dias depois da ocorrência.

O Ministério Público de Quilmes investiga a morte como possível caso de negligência. A família prepara uma apresentação para buscar a apuração de eventuais responsabilidades. Ariel Gil Cels, advogado de Giuliana, afirmou que pretende analisar quem pode responder pelo ocorrido.

Fontes: O Globo

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