Ataque em ponto de ajuda humanitária na Ucrânia deixa 50 mortos
O ataque ocorreu em 2 de novembro, na região de Zaporíjia; equipes de emergência continuam as buscas sob os escombros, apesar do risco de novos ataques.
Resumo em 30 segundos
O número de mortos no ataque a um ponto de distribuição de ajuda alimentar em Komychuvakha, no sul da Ucrânia, subiu para 50. O Serviço de Situações de Emergência ucraniano mantém as operações de busca e resgate. A missão de observação da ONU afirmou que as forças russas sabiam da distribuição ou não verificaram o local antes de atacar.
O número de mortos no ataque que atingiu um ponto de distribuição de ajuda alimentar em Komychuvakha, no sul da Ucrânia, subiu para 50, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira. O prédio fica na região de Zaporíjia, a cerca de 15 quilômetros da linha de frente; equipes de emergência ainda buscam vítimas sob os escombros.
O ataque ocorreu em 2 de novembro. O balanço anterior era de 40 mortos. O Serviço de Situações de Emergência ucraniano afirmou que as operações de busca e resgate continuam, apesar das condições difíceis e do risco de novos ataques.
A missão de observação da Organização das Nações Unidas (ONU) na Ucrânia afirmou que as forças russas sabiam que havia uma distribuição de ajuda humanitária no local ou não tomaram as precauções básicas para verificar o que ocorria antes de atacar. A avaliação foi divulgada na terça-feira.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o ataque ocorreu no momento em que deveriam ser retomadas as negociações com Moscou para tentar encerrar a guerra. As autoridades russas não comentaram o episódio. Blogueiros militares russos afirmaram que o edifício abrigava um ponto temporário de deslocamento de operadores de drones ucranianos.
A ajuda humanitária inclui alimentos e outros itens essenciais destinados a pessoas afetadas pela guerra. Pontos de distribuição podem atender moradores próximos à linha de frente, onde a continuidade das operações de socorro é dificultada pela violência e pelo risco de novos ataques.
Representantes da Rússia e da Ucrânia devem participar de conversas mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, nos dias 10 e 11 de novembro. Antes do encontro, representantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus se reuniram em Bruxelas para discutir caminhos para um fim sustentável da guerra, segundo um porta-voz da aliança.
Na quinta-feira, representantes russos e ucranianos também se reuniram com a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Ela defendeu um cessar-fogo mais duradouro e citou a trégua de uma semana em Oleshky, cidade no sul da Ucrânia ocupada pela Rússia, que permitiu a entrada de ajuda e a saída de moradores que queriam deixar a região.
Na quarta-feira, Zelensky concedeu a Melania uma condecoração por sua contribuição à ajuda humanitária. A primeira-dama disse que enviaria cartas ao presidente russo, Vladimir Putin, e a Zelensky, e pediu que os dois aproveitem a trégua de Oleshky como referência para buscar um acordo mais amplo.