Ataque a tiros deixa ao menos seis mortos em igreja na Jordânia
O ataque ocorreu durante um funeral em Karak; a Direção de Segurança Pública informou 28 feridos, enquanto a emissora estatal Al-Mamlaka relatou 34.
Resumo em 30 segundos
Homens armados abriram fogo durante um funeral na igreja greco-ortodoxa de Hammoud, em Karak. A Direção de Segurança Pública informou seis mortos e 28 feridos; a emissora estatal Al-Mamlaka divulgou sete mortos e 34 feridos. O governo atribuiu o ataque a extremistas, mas os autores ainda não foram identificados oficialmente.
Seis pessoas morreram e 28 ficaram feridas nesta sexta-feira (23) quando homens armados atiraram contra participantes de um funeral em uma igreja greco-ortodoxa em Karak, no oeste da Jordânia, segundo a Direção de Segurança Pública do país. A emissora estatal Al-Mamlaka informou números diferentes: sete mortos e 34 feridos.
O ataque ocorreu durante uma cerimônia fúnebre na igreja de Hammoud. Testemunhas relataram que pelo menos dois homens deixaram um veículo e dispararam contra as pessoas por vários minutos. Entre 150 e 200 pessoas estavam nas imediações do templo, de acordo com a Al-Mamlaka.
O governo jordaniano afirmou que o ataque foi cometido por agressores ainda não identificados e que as investigações avançam. O ministro do Interior declarou que extremistas realizaram o atentado e que os responsáveis estão sendo procurados. Até o momento, ninguém reivindicou a autoria, e as autoridades não divulgaram quem seria o responsável.
Relatos da imprensa jordaniana, atribuídos a fontes ligadas à investigação, apontaram os autores como takfiris. O termo é usado para descrever radicais muçulmanos que consideram outros muçulmanos apóstatas. A caracterização, porém, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
O rei Abdullah II afirmou que o ataque receberá a “mais severa retaliação” e disse que os responsáveis serão punidos “com mão de ferro”. Em mensagem publicada na rede social X, o monarca declarou que os autores não conseguirão dividir a população e ressaltou a unidade dos jordanianos.
Karak fica a cerca de 180 quilômetros ao sul de Amã, capital do país. A Jordânia tem aproximadamente 11,5 milhões de habitantes; a maioria é muçulmana, e cerca de 3% da população é cristã. Ataques desse tipo são raros no país, que se apresenta como um exemplo de convivência entre comunidades religiosas.
O episódio ocorre em um país que já foi alvo de atentados de grupos extremistas, sobretudo nos anos 2000. Em 2005, ataques coordenados contra três hotéis em Amã mataram 56 pessoas. A Jordânia também abriga locais associados a passagens bíblicas, que recebem peregrinos cristãos de diferentes países.