Juíza dos EUA rejeita ação de Trump sobre eleição no Alasca
A iniciativa pedia investigar se votos para um candidato com nome semelhante ao do senador Dan Sullivan poderiam ter sido destinados a ele.
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Uma juíza federal rejeitou ação do governo Trump que buscava investigar se eleitores que votaram em Daniel J. Sullivan pretendiam escolher o senador Dan Sullivan. A medida poderia atrasar a certificação do resultado da eleição de meio de mandato no Alasca. A decisão apontou dificuldades práticas e riscos ao sigilo do voto.
Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou neste domingo, 1º de novembro, uma ação do governo de Donald Trump para impedir o Alasca de certificar o resultado de uma eleição para o Senado. O processo buscava investigar se votos para um candidato chamado Dan J. Sullivan poderiam ter sido destinados ao senador republicano Dan Sullivan, que disputa a reeleição contra a democrata Mary Peltola.
A disputa ocorre na eleição de meio de mandato, marcada para terça-feira, e está entre as acompanhadas de perto porque o controle do Senado está em jogo. O Alasca usa o voto ranqueado, sistema em que eleitores ordenam candidatos por preferência. A cédula também inclui dois candidatos que fizeram pouca campanha, entre eles o professor aposentado Daniel J. Sullivan, que tem nome semelhante ao do senador.
O governo apresentou a ação menos de duas semanas antes da votação, quando o voto antecipado já estava em andamento. A iniciativa pedia uma investigação para determinar se eleitores que escolheram Daniel J. Sullivan pretendiam votar no senador. O Estado do Alasca contestou o processo, dizendo que não havia fundamento para a solicitação e que identificar a intenção dos eleitores poderia violar o sigilo do voto.
A juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, considerou inviável a medida solicitada, em parte porque muitos eleitores já tinham votado. Na decisão, afirmou que o governo não apresentou um método para separar as cédulas registradas para Daniel J. Sullivan no dia da eleição e investigá-las sem comprometer a privacidade dos votantes.
O voto ranqueado permite que o eleitor indique uma ordem de preferência entre os candidatos, em vez de escolher apenas um nome. Se nenhum concorrente alcançar a maioria das primeiras preferências, as escolhas seguintes podem ser consideradas conforme as regras do sistema. A ação do governo, porém, não pretendia alterar esse mecanismo: buscava apurar se a semelhança entre os nomes poderia ter influenciado votos dados ao senador.
Com a decisão, o governo não conseguiu impedir a certificação do resultado com base nesse argumento. Dan Sullivan é aliado de Trump, e a presença do candidato homônimo motivou a pressão do presidente para que o caso fosse levado à Justiça. A decisão não informa se haverá recurso nem detalha quais serão os próximos passos do governo.