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Domingo, 1 de novembro de 2026

Juíza dos EUA rejeita ação de Trump sobre eleição no Alasca

A iniciativa pedia investigar se votos para um candidato com nome semelhante ao do senador Dan Sullivan poderiam ter sido destinados a ele.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna eleitoral em uma seção de votação no Alasca. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna eleitoral em uma seção de votação no Alasca.
Resumo em 30 segundos

Uma juíza federal rejeitou ação do governo Trump que buscava investigar se eleitores que votaram em Daniel J. Sullivan pretendiam escolher o senador Dan Sullivan. A medida poderia atrasar a certificação do resultado da eleição de meio de mandato no Alasca. A decisão apontou dificuldades práticas e riscos ao sigilo do voto.

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou neste domingo, 1º de novembro, uma ação do governo de Donald Trump para impedir o Alasca de certificar o resultado de uma eleição para o Senado. O processo buscava investigar se votos para um candidato chamado Dan J. Sullivan poderiam ter sido destinados ao senador republicano Dan Sullivan, que disputa a reeleição contra a democrata Mary Peltola.

A disputa ocorre na eleição de meio de mandato, marcada para terça-feira, e está entre as acompanhadas de perto porque o controle do Senado está em jogo. O Alasca usa o voto ranqueado, sistema em que eleitores ordenam candidatos por preferência. A cédula também inclui dois candidatos que fizeram pouca campanha, entre eles o professor aposentado Daniel J. Sullivan, que tem nome semelhante ao do senador.

O governo apresentou a ação menos de duas semanas antes da votação, quando o voto antecipado já estava em andamento. A iniciativa pedia uma investigação para determinar se eleitores que escolheram Daniel J. Sullivan pretendiam votar no senador. O Estado do Alasca contestou o processo, dizendo que não havia fundamento para a solicitação e que identificar a intenção dos eleitores poderia violar o sigilo do voto.

A juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, considerou inviável a medida solicitada, em parte porque muitos eleitores já tinham votado. Na decisão, afirmou que o governo não apresentou um método para separar as cédulas registradas para Daniel J. Sullivan no dia da eleição e investigá-las sem comprometer a privacidade dos votantes.

O voto ranqueado permite que o eleitor indique uma ordem de preferência entre os candidatos, em vez de escolher apenas um nome. Se nenhum concorrente alcançar a maioria das primeiras preferências, as escolhas seguintes podem ser consideradas conforme as regras do sistema. A ação do governo, porém, não pretendia alterar esse mecanismo: buscava apurar se a semelhança entre os nomes poderia ter influenciado votos dados ao senador.

Com a decisão, o governo não conseguiu impedir a certificação do resultado com base nesse argumento. Dan Sullivan é aliado de Trump, e a presença do candidato homônimo motivou a pressão do presidente para que o caso fosse levado à Justiça. A decisão não informa se haverá recurso nem detalha quais serão os próximos passos do governo.

Fontes: Zero Hora

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