IndiGo negocia compra de até 150 jatos regionais da Embraer
As conversas estão em fase inicial, sem modelo definido ou garantia de acordo; as entregas dos aviões começariam, no mínimo, a partir de 2030.
Resumo em 30 segundos
A IndiGo negocia a compra de 100 aeronaves regionais da Embraer, com possibilidade de adquirir outras cerca de 50. O negócio ainda não está garantido, e modelo e quantidade podem mudar. A aquisição ajudaria a companhia indiana a ampliar rotas regionais e substituir parte dos turboélices ATR.
A IndiGo, maior companhia aérea da Índia, negocia a compra de 100 aeronaves regionais da Embraer e pode adquirir outras cerca de 50. As conversas estão em fase inicial, e o modelo e o número final de aviões ainda podem mudar; as entregas começariam, no mínimo, a partir de 2030, segundo fontes com conhecimento das tratativas.
O acordo não está garantido. Uma encomenda de 100 jatos poderia alcançar bilhões de dólares a preços de tabela, mas descontos são comuns em vendas desse tipo. IndiGo e Embraer não comentaram imediatamente as negociações.
A aquisição permitiria à companhia indiana ampliar voos para regiões do país e substituir parte de seus turboélices ATR, com a possibilidade de oferecer mais assentos nas rotas atuais. A frota da empresa era de 442 aeronaves em setembro, incluindo 44 ATR, e é formada principalmente por jatos de corredor único da Airbus.
A IndiGo planeja chegar a cerca de 600 aeronaves até 2030. Seu presidente-executivo, Willie Walsh, que assumiu o cargo em agosto, afirmou que a expansão dos voos de longa distância não deve comprometer o negócio de viagens curtas e de baixo custo.
Para a Embraer, um contrato representaria uma entrada de peso no mercado indiano, onde as companhias aéreas ampliam suas frotas para atender à demanda de longo prazo por viagens. A Star Air, uma empresa regional de menor porte, é atualmente a única companhia aérea da Índia que opera jatos da fabricante brasileira.
A Embraer oferece diferentes opções para esse segmento. O E175-E1, de geração anterior, pode transportar até 88 passageiros; os modelos mais novos E190-E2 e E195-E2 têm motores mais eficientes em consumo de combustível e capacidade para até 114 e 146 pessoas, respectivamente. As negociações ainda não definiram qual aeronave poderá ser escolhida.
Neste ano, a fabricante brasileira assinou um acordo não vinculativo com a Adani Defence & Aerospace para estudar a instalação de uma linha de montagem final na Índia para o E175-E1. Um acordo não vinculativo expressa uma intenção de avançar nas discussões, mas não assegura, por si só, a conclusão de um negócio.
Em março, o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que o plano de montagem dependia de pedidos de pelo menos 200 aeronaves. Caso os pedidos fossem garantidos até o fim deste ano, jatos montados no país poderiam ser entregues a partir de 2028, afirmou. Esse cronograma é distinto das entregas previstas nas atuais conversas com a IndiGo, que começariam a partir de 2030, no mínimo.
Para entender
- Jatos regionais
- Aeronaves a jato usadas especialmente em rotas de curta e média distância, muitas vezes para ligar cidades menores a centros de conexão. Os modelos da Embraer citados nas negociações têm capacidades diferentes, e ainda não foi definido qual deles poderia ser escolhido.