Afya mantém divisão de 69% e 31% na fusão com a Yduqs
A conclusão do negócio depende do aval do Cade. Até lá, cada empresa distribuirá aos próprios acionistas o caixa livre gerado no período.
Resumo em 30 segundos
A Afya disse que a divisão acionária prevista na fusão com a Yduqs permanece em 69% para seus acionistas e 31% para os da outra empresa. O negócio ainda aguarda análise do Cade. Enquanto isso, cada companhia distribuirá aos próprios acionistas o caixa livre gerado desde a assinatura do acordo.
A Afya afirmou nesta terça-feira (20) que a divisão de participação acionária prevista em sua fusão com a Yduqs não será alterada. Pelo acordo, acionistas da Afya terão 69% da companhia combinada e os da Yduqs ficarão com 31%, disse o vice-presidente financeiro da Afya, Luis Blanco, após um evento para investidores em que tratou do negócio.
A operação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável por analisar fusões e aquisições para avaliar seus efeitos sobre a concorrência. A Afya espera que a decisão saia até agosto. Até o fechamento da transação, cada empresa distribuirá aos próprios acionistas o fluxo de caixa livre gerado desde a assinatura do acordo.
No caso da Yduqs, o contrato prevê uma distribuição mínima de R$ 750 milhões. Se a geração de caixa livre da empresa ficar abaixo desse valor, a Afya poderá receber a diferença multiplicada por 2,2, proporção que corresponde à divisão entre as participações de 69% e 31%. Blanco chamou o mecanismo de “acelerador” e afirmou que a Afya tem lucro líquido acumulado suficiente para pagar essa remuneração aos acionistas.
O fluxo de caixa livre é o dinheiro que sobra após a empresa descontar despesas operacionais e investimentos da geração de caixa. A regra temporária de distribuição vale enquanto o Cade analisa a fusão e as duas companhias ainda operam separadamente. Segundo Blanco, a remuneração nesse período será baseada na geração de caixa, e não na participação que cada grupo de acionistas terá na empresa combinada.
Depois da conclusão do negócio, a companhia resultante prevê distribuir pelo menos 50% do lucro líquido, afirmou o presidente da Afya, Virgílio Gibbon. Ele explicou que, durante o intervalo entre a assinatura e o fechamento da operação, cada empresa continua pertencendo a seus atuais acionistas. Por isso, o caixa gerado nesse período é destinado aos acionistas de origem, conforme as regras do acordo.