Nova York prevê fim das carruagens do Central Park em 2028
A Câmara Municipal votará o projeto em 22 de outubro; até lá, os passeios de carruagens do Central Park continuam permitidos na cidade.
Resumo em 30 segundos
O prefeito Zohran Mamdani e a presidente da Câmara Municipal, Julie Menin, chegaram a um acordo para proibir os passeios de carruagem no Central Park a partir de 1º de junho de 2028. O projeto será votado em 22 de outubro. A proposta prevê apoio profissional aos condutores e destino humanitário para os cavalos, mas o sindicato critica as proteções econômicas.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e a presidente da Câmara Municipal, Julie Menin, chegaram a um acordo para encerrar os passeios de carruagem puxada por cavalos no Central Park. O projeto, que prevê a proibição a partir de 1º de junho de 2028, será votado pelos vereadores em 22 de outubro.
A proposta também impediria a emissão de novas licenças para as carruagens. Segundo a prefeitura, o acordo busca proteger os animais e reduzir riscos para visitantes. Mamdani escreveu nas redes sociais que a atividade está chegando ao fim na cidade.
A Câmara Municipal tem 51 integrantes. O projeto conta com apoio suficiente para ser aprovado, segundo as informações divulgadas pelos defensores da proposta. A votação ainda é necessária para que a medida avance.
O debate ganhou força após a morte de Romanch Mahajan, turista indiano de 18 anos, em junho. Ele caiu de uma carruagem desgovernada enquanto passeava com familiares. O episódio aumentou a pressão de organizações de proteção animal e impulsionou a tramitação do projeto, chamado Lei Romanch por Menin.
A proposta prevê um plano de transição profissional para os condutores, com orientação de carreira, cursos e oportunidades de emprego. Menin sugeriu a criação de um grupo de trabalho com representantes da prefeitura, da Câmara e do sindicato para elaborar medidas de apoio. O texto também prevê que os cavalos recebam destino humanitário, sem venda para abate ou para continuidade da atividade em outros lugares.
O sindicato Transport Workers Union, que representa os condutores, critica o alcance das proteções previstas. Seu presidente, John Samuelsen, afirma que o projeto não oferece compensação econômica significativa e ameaça a renda de famílias de imigrantes. Ele também acusou Menin de usar a morte de Mahajan para justificar a proibição.
A decisão põe em risco uma atividade com mais de 150 anos de história em Nova York, conhecida por aparecer em filmes e séries e atrair turistas. A proposta busca conciliar o fim dos passeios com a proteção dos trabalhadores e dos animais, mas os detalhes de uma eventual compensação ainda estão em discussão.
As carruagens são veículos puxados por cavalos usados para passeios turísticos. A cidade já estabelece regras para o setor, como períodos de descanso e inspeções veterinárias, mas a nova proposta pretende encerrar a atividade no Central Park. Até a votação, os passeios seguem permitidos.