A AFC apoia Infantino na eleição para presidente da Fifa em 2027
A eleição para presidente da Fifa está prevista para março de 2027, e o prazo para registrar candidaturas termina em 18 de novembro.
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A Confederação Asiática de Futebol declarou apoio à reeleição de Gianni Infantino, após ter contestado um plano do dirigente para atrair investidores privados às competições da Fifa. A votação está prevista para março de 2027. Infantino busca um quarto e último mandato e, até agora, não apareceu um concorrente de peso.
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) declarou nesta sexta-feira, 23 de outubro, apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, xeque Salman bin Ebrahim al Khalifa, durante uma reunião em Tóquio, no Japão, com a presença do dirigente suíço.
Salman afirmou que a confederação apoiará Infantino na busca por um novo mandato e classificou o respaldo da região como “muito claro”. Ele também reconheceu que houve “alguns problemas” entre os dois, mas disse que as divergências não devem impedir a cooperação. Infantino agradeceu o apoio e afirmou que o futebol asiático e o mundial passaram por uma transformação nos últimos anos.
A eleição está prevista para março próximo, e Infantino concorrerá a um quarto e último mandato. O prazo para registrar candidaturas termina em 18 de novembro. Até o momento, não surgiu um concorrente de peso, apesar das críticas ao presidente, especialmente na Europa.
A mudança de posição da AFC ocorre após a entidade ter se oposto, em agosto, a um plano de Infantino para criar uma empresa que permitisse a entrada de investidores privados em competições da Fifa, entre elas a Copa do Mundo. A confederação asiática havia se unido à Uefa, que representa o futebol europeu, e à Concacaf, responsável pela América do Norte, América Central e Caribe, para contestar a proposta.
As três entidades afirmaram então que o futebol “não pertence a nenhum indivíduo”. Em carta conjunta, também criticaram a quebra de confiança e disseram que a autoridade confiada a um dirigente deve ser exercida em nome do coletivo. Após a reação ao projeto, houve pedidos para que Infantino deixasse o cargo, e algumas associações retiraram o apoio à sua reeleição. Na semana passada, ele pediu desculpas pelo plano, que não avançou.
O apoio da AFC soma-se ao respaldo direto da Confederação Africana de Futebol (CAF) e à posição amplamente favorável da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). As confederações, porém, não votam como blocos, e há associações da Concacaf que também apoiam Infantino. Dentro da AFC, Kuwait, Catar e Arábia Saudita já estavam entre os países que manifestavam apoio ao dirigente.
Infantino está à frente da Fifa desde 2016. A relação próxima com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está entre os pontos que motivaram críticas de federações europeias. Em agosto, a AFC e Salman haviam sinalizado que poderiam retirar o apoio ao suíço, antes de confirmarem a posição favorável à candidatura nesta sexta-feira.