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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Zhang Shengmin entra no Politburo em meio a expurgo militar na China

A plenária também confirmou a expulsão de 33 integrantes do Comitê Central, incluindo 16 militares, e reforçou as diretrizes de combate à corrupção.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sala de reunião formal em Pequim, com cadeiras alinhadas ao redor de uma mesa central. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sala de reunião formal em Pequim, com cadeiras alinhadas ao redor de uma mesa central.
Resumo em 30 segundos

O Partido Comunista Chinês promoveu o general Zhang Shengmin ao Politburo durante uma reunião de quatro dias em Pequim. O encontro confirmou a expulsão de 33 integrantes do Comitê Central, entre eles 16 militares, e aprovou medidas para reforçar a disciplina interna e combater a corrupção. A plenária teve 279 participantes.

O Partido Comunista Chinês promoveu nesta quinta-feira, 29, o general Zhang Shengmin ao Politburo, principal órgão de decisão do partido, durante uma reunião de quatro dias em Pequim. O encontro também aprovou medidas para reforçar a disciplina interna e o combate à corrupção, após a expulsão de 33 integrantes do Comitê Central.

Zhang é vice-presidente da Comissão Militar Central, órgão que comanda as Forças Armadas, e atua na supervisão disciplinar militar. Ele se tornou o único general da comissão além do presidente Xi Jinping, depois do afastamento de outros dirigentes. Sua entrada no Politburo também devolve representação militar ao colegiado, que havia ficado sem integrantes do Exército de Libertação Popular.

A plenária confirmou a expulsão de 33 membros do Comitê Central, entre eles 16 militares, segundo o comunicado divulgado ao fim do encontro. Os expulsos foram acusados de “graves violações disciplinares e legais”, expressão usada pelo partido sem detalhar as acusações individuais. Entre eles estão o ex-vice-presidente da Comissão Militar Central Zhang Youxia e Ma Xingrui, ex-chefe do partido em Xinjiang.

As reuniões ocorreram a portas fechadas e trataram de orientações para os próximos anos. O partido afirmou que pretende aprofundar a governança rigorosa da organização, controlar a conduta de seus quadros e combater a corrupção. Uma das diretrizes citadas foi agir para que os funcionários não tenham “a audácia, a oportunidade ou o desejo de cometer corrupção”.

A promoção de Zhang ocorre em meio a uma série de afastamentos na cúpula política e militar. Com as expulsões confirmadas nesta plenária, o total de integrantes do Comitê Central removidos durante o atual mandato de Xi chega a 51, segundo uma das contagens divulgadas. O comunicado não detalhou as acusações de cada integrante.

O encontro teve 279 participantes, contra 315 na plenária anterior, em outubro de 2025, e 364 na reunião de julho de 2024. O comparecimento foi apontado como o menor desde a morte de Mao Tsé-Tung, em 1976. Uma análise de Neil Thomas, pesquisador do Asia Society Policy Institute, estimou em 74% a taxa de presença, também a mais baixa desde o período de Mao.

A plenária ocorre cerca de um ano antes do próximo congresso do partido, previsto para o segundo semestre de 2027. Xi deve buscar um quarto mandato consecutivo como líder do partido. A campanha anticorrupção é uma das prioridades de seu governo desde que chegou ao poder, em 2012; o combate disciplinar também alcança violações de regras internas e a atuação de funcionários públicos.

Em declaração sobre a política anticorrupção, o analista Mingda Qiu afirmou que a ofensiva “não deve mais ser tratada como uma campanha. Ela veio para ficar”.

Para entender

Politburo
É um dos principais órgãos de liderança do Partido Comunista Chinês. Seus integrantes participam das decisões políticas de maior alcance no partido e no país.

Fontes: Zero Hora, O Globo, Folha de S.Paulo

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