Wilson Grassi Júnior condiciona apoio a Flávio a propostas animais
O candidato do Democrata no primeiro turno pediu compromisso público com cinco medidas, incluindo hospitais veterinários, castração gratuita e proteção à fauna.
Resumo em 30 segundos
Wilson Grassi Júnior declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas condicionou a decisão a um compromisso público com propostas para a causa animal. Em carta, apresentou cinco prioridades, entre elas políticas de proteção animal, hospitais veterinários públicos, castração gratuita, combate ao tráfico de animais e pesquisa de alternativas à carne.
Wilson Grassi Júnior, candidato do partido Democrata à Presidência no primeiro turno, declarou na quarta-feira (14) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a etapa final da eleição de 2026. O médico-veterinário condicionou o apoio a um compromisso público do senador com propostas para a causa animal e encaminhou a ele uma carta com cinco prioridades.
Grassi terminou o primeiro turno em 11º lugar, com 16.881 votos, equivalentes a 0,1% dos votos válidos. Em publicações nas redes sociais, criticou a condução do país pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e questionou sua permanência no cargo por mais um mandato, mencionando que o petista tem 80 anos. Disse respeitar a idade do presidente.
O veterinário também divulgou um áudio da mãe, que apresentou razões para não votar em Lula e criticou o PT, aliados do presidente e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao explicar a escolha por Flávio Bolsonaro, Grassi citou o respeito à mãe e afirmou que ela apoia o senador.
A carta propõe uma política nacional de proteção a animais domésticos e silvestres e regras para a atuação de protetores de animais comunitários. A intenção é dar garantias a atividades como resgate, castração e alimentação de cães e gatos em áreas vulneráveis.
Entre as demais medidas estão a participação federal na implantação de hospitais veterinários públicos nos municípios e o reforço de programas de castração gratuita. A castração é apresentada no documento como instrumento para controlar a população de animais e reduzir o abandono.
Para a proteção da fauna, Grassi pede ações contra caça e tráfico de animais e a instalação de passagens de fauna em rodovias, estruturas que permitem a travessia de animais e buscam reduzir atropelamentos. A carta inclui ainda financiamento para pesquisas de alternativas ao uso de animais na cadeia alimentar, como carne cultivada e proteínas vegetais.
O documento pede a adesão formal de Flávio Bolsonaro aos compromissos. Grassi afirma que o acolhimento das propostas pode mobilizar, em torno da candidatura do senador no segundo turno, médicos-veterinários, profissionais de saúde e protetores de animais. Nas redes sociais, ele indicou a carta e pediu que apoiadores a assinassem.