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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Volkswagen planeja fechar fábricas na Alemanha sem cortar no Brasil

Kai Grünitz afirma que as unidades brasileiras estão estáveis; os cortes anunciados na Alemanha podem eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Linha de montagem de veículos em uma fábrica automotiva. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Linha de montagem de veículos em uma fábrica automotiva.
Resumo em 30 segundos

A Volkswagen planeja fechar quatro fábricas na Alemanha e eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho. Kai Grünitz, integrante do conselho da marca, afirma que as unidades brasileiras estão estáveis e não devem ser atingidas. No Brasil, a empresa vendeu 350,6 mil veículos entre janeiro e setembro de 2026, alta de 16,3%.

A Volkswagen planeja fechar quatro fábricas na Alemanha e eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho, mas afirma que os cortes não devem atingir a operação brasileira. Kai Grünitz, integrante do conselho da marca Volkswagen, disse que a empresa pretende concentrar mais desenvolvimento e produção em cada região, em vez de manter uma estrutura ampla no mercado alemão e reduzir empregos em países como o Brasil.

No Brasil, a montadora produz veículos na fábrica Anchieta, no ABC Paulista, em Taubaté e em São José dos Pinhais. Também fabrica motores em São Carlos, no interior de São Paulo. Grünitz descreveu a situação das unidades nacionais como estável e afirmou que a companhia sabe atravessar períodos de crise.

A operação brasileira voltou a registrar lucro nos últimos anos, impulsionada por modelos com margens maiores e pela posição da marca no mercado local. De janeiro a setembro de 2026, a Volkswagen vendeu 350,6 mil carros no país, alta de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado manteve a empresa na vice-liderança dos emplacamentos.

A montadora também atribui importância à engenharia e ao centro de design no Brasil, que passaram a liderar projetos globais. Entre eles estão o Nivus e a Tukan, modelo ainda não lançado no país, mas com produção prevista para outros mercados.

Grünitz relacionou os desafios atuais ao avanço de fabricantes chinesas e à necessidade de desenvolver veículos adaptados a diferentes regiões. Segundo ele, não há mais um único carro adequado a todos os mercados. O executivo afirmou que a concorrência chinesa se destaca também pela rapidez: enquanto projetos da Volkswagen levavam mais de 52 meses, empresas chinesas desenvolvem novos modelos em menos de 18 meses. A companhia está tentando reduzir esse prazo.

O executivo comparou o momento a crises anteriores enfrentadas pela Volkswagen, como a causada pelo choque do petróleo nos anos 1970 e a turbulência da década de 1990, associada a problemas internos e à entrada de concorrentes japoneses e sul-coreanos. Na avaliação dele, a resposta é criar veículos inovadores, com design e tecnologia e que sejam mais simples de fabricar, como ocorreu com o Golf.

A reestruturação anunciada na Alemanha faz parte da tentativa da montadora de ajustar sua estrutura e acelerar o desenvolvimento de produtos. Grünitz afirmou que a empresa precisa responder mais rapidamente à concorrência e produzir de forma mais localizada. No caso do Brasil, a Volkswagen sustenta que as fábricas e os empregos não estão incluídos nos cortes previstos para a Alemanha.

Fontes: Estadão

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