Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Vivo ativa serviço de conexão via Starlink para celulares no Brasil

O Vivo Satélite atende clientes de planos elegíveis em áreas sem sinal terrestre e libera mensagens, mapas e localização sem consumir a franquia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa usa um celular em uma área remota com o céu aberto ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa usa um celular em uma área remota com o céu aberto ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O serviço conecta celulares compatíveis à rede de satélites da Starlink em áreas sem cobertura terrestre. Clientes de planos elegíveis têm acesso automático e gratuito por tempo limitado. No lançamento, a conexão permite usar mensagens, mapas e atendimento da Vivo, mas não oferece videochamadas nem navegação livre na internet.

A Vivo ativou nesta segunda-feira (26) o Vivo Satélite, serviço que conecta celulares compatíveis diretamente à rede de satélites da Starlink em áreas sem cobertura das antenas terrestres. A novidade está disponível no Brasil para clientes de planos elegíveis e será gratuita por tempo limitado.

A conexão é voltada a situações em que o usuário está fora do alcance da rede móvel convencional. No lançamento, permite usar aplicativos de mensagens, mapas e o canal de atendimento da Vivo. Textos, áudios e compartilhamento de localização não consomem a franquia de dados, mas serviços que exigem maior capacidade, como videochamadas e navegação livre na internet, não estão disponíveis.

O acesso é liberado automaticamente para as contas qualificadas: não é preciso solicitar a ativação, contratar um plano adicional nem instalar outro aplicativo. O celular deve ser compatível com redes LTE ou 5G e ter chip físico atualizado ou eSIM. Também é necessário manter o roaming de dados ativado e o sistema operacional atualizado. A Vivo disponibiliza uma lista de aparelhos homologados em seus canais de atendimento.

A tecnologia, chamada Direct-to-Device (D2D), permite que satélites de órbita baixa funcionem como estações rádio-base no espaço e transmitam sinal diretamente a smartphones comuns. Por isso, o serviço não exige antena parabólica, modem ou conversor. Para receber a conexão, porém, o aparelho precisa ter visão desobstruída do céu: telhados, árvores densas e outras barreiras físicas podem bloquear o sinal.

A operação utiliza a faixa de 2,5 GHz e faz parte de uma experiência regulatória acompanhada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O órgão criou em junho um ambiente de testes controlado, cuja autorização foi renovada até 22 de abril de 2029, com possibilidade de exploração comercial dentro das condições estabelecidas para esse modelo.

Durante os testes, a comunicação via satélite usa as frequências de forma secundária. Isso significa que ela não tem prioridade sobre serviços já estabelecidos e deve ser interrompida se causar interferência. Os dados reunidos no período poderão subsidiar a definição de regras permanentes para a exploração comercial da tecnologia.

A parceria da Vivo com a Starlink amplia o alcance da telefonia móvel em locais remotos, mas não substitui a rede convencional nem oferece, neste momento, uma conexão completa para qualquer atividade online. O serviço funciona como alternativa para mensagens, localização e comunicação básica quando não há sinal terrestre; seu uso também depende de um aparelho compatível e de acesso livre ao céu.

A tecnologia D2D integra uma estratégia mais ampla da SpaceX, empresa responsável pela Starlink, para atuar no mercado de telefonia móvel. Nos Estados Unidos, a companhia comprou neste mês frequências na faixa de 800 MHz por cerca de US$ 8 bilhões, com o objetivo de ampliar a Starlink Mobile. O modelo prevê combinar satélites, voltados a áreas remotas, e torres terrestres, que podem atender locais como prédios e escritórios.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também