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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Villa Vie Residences suspende operação no Camboja e desembarca 200

A empresa atribui a decisão à alta do combustível, que elevou o gasto mensal por cabine de cerca de US$ 1.800 para até US$ 8 mil em algumas regiões da Ásia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio de cruzeiro residencial atracado no porto de Sihanoukville, com passageiros levando malas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio de cruzeiro residencial atracado no porto de Sihanoukville, com passageiros levando malas.
Resumo em 30 segundos

Cerca de 200 passageiros desembarcaram do cruzeiro residencial Odyssey em Sihanoukville, no Camboja, após a Villa Vie Residences suspender as operações no país. A empresa diz que a alta do combustível tornou seu modelo financeiramente insustentável. O navio deveria seguir para o Vietnã, mas o plano ficou incerto.

Cerca de 200 passageiros de um cruzeiro residencial desembarcaram em 23 de outubro no porto de Sihanoukville, no Camboja, depois que a operadora Villa Vie Residences suspendeu as atividades no país por dificuldades financeiras. A empresa atribuiu a decisão ao aumento dos custos de combustível relacionado à guerra com o Irã. A embarcação, chamada Odyssey, havia chegado da Tailândia e deveria seguir para o Vietnã.

O vice-governador da província de Preah Sihanouk, Long Dimanche, informou que 203 passageiros e 156 tripulantes estavam a bordo. Segundo ele, os passageiros tiveram sete horas para arrumar os pertences e deixar o navio. Alguns embarcaram em voos para sair do Camboja; outros permaneceram na cidade.

A operadora afirmou que trabalhava com os residentes para organizar o desembarque e encontrar hospedagem temporária. O passageiro Randy Cassingham, que mantém um blog sobre cruzeiros, disse que a ordem foi resultado de uma “cascata de problemas” e afirmou que a empresa não estava fazendo “absolutamente nada para ajudar” os passageiros retidos.

A Villa Vie informou que os gastos mensais com combustível por cabine, antes de cerca de US$ 1.800, passaram a ser estimados entre US$ 6 mil e US$ 8 mil em algumas regiões da Ásia. A empresa declarou que não poderia repassar aos residentes aumentos dessa proporção e que o déficit pressionava de forma insustentável o modelo de operação.

O navio, com 200 metros de comprimento e bandeira das Bahamas, partiu da Irlanda do Norte em outubro de 2024 para uma viagem permanente. O programa permitia comprar ou alugar cabines para férias ou para morar a bordo por toda a vida. Muitos passageiros são aposentados ou profissionais que trabalham remotamente; alguns venderam bens para financiar a experiência.

A empresa anunciou na terça-feira que havia interrompido as operações no Camboja enquanto buscava enfrentar a alta extraordinária dos custos de combustível. O Odyssey tinha previsão de reabastecer e deixar o país em 31 de outubro, mas a suspensão deixou incerto o plano de viagem para o Vietnã.

O caso não envolve o Odyssey of the Seas, navio da Royal Caribbean, apesar da semelhança entre os nomes. A embarcação da Villa Vie é um cruzeiro residencial, com cabines destinadas a moradores que podem permanecer a bordo por longos períodos, e não o navio da Royal Caribbean citado em buscas sobre cruzeiros.

Para entender

Cruzeiro residencial
É uma embarcação com cabines que podem ser compradas ou alugadas para viagens prolongadas ou para morar a bordo. No modelo da Villa Vie Residences, os residentes podiam permanecer no navio por longos períodos, inclusive por toda a vida.

Fontes: O Globo

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