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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Netanyahu pressiona por ataque ao Irã antes da eleição israelense

O chefe do Estado-Maior considerou desnecessária uma ação imediata e alertou que o ataque israelense ao Irã poderia provocar uma resposta de Teerã.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Oficiais militares analisam um mapa do Oriente Médio em uma sala de reunião. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Oficiais militares analisam um mapa do Oriente Médio em uma sala de reunião.
Resumo em 30 segundos

Benjamin Netanyahu pressionou por semanas por um novo ataque aéreo contra o Irã antes da eleição israelense de terça-feira, mas enfrentou resistência de líderes militares. Autoridades também demonstraram preocupação com uma ação separada e com possíveis consequências políticas e militares. O rival Avigdor Liberman pediu uma investigação sobre as motivações do premiê.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou durante semanas por um novo ataque aéreo contra o Irã antes da eleição israelense desta terça-feira, 27, mas enfrentou resistência do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, tenente-general Eyal Zamir, segundo autoridades de defesa e pessoas informadas sobre as discussões. Zamir avaliou que não havia necessidade urgente de agir e temeu que uma iniciativa pudesse provocar uma resposta iraniana contra Israel.

Nos últimos dias, Netanyahu também teria defendido uma ação separada, sem chegar a ser um ataque declarado. As fontes não detalharam o que essa medida envolveria. Zamir considerou que a proposta poderia levar a um erro de cálculo, e o comandante da Força Aérea israelense, major-general Omer Tischler, também levantou preocupações sobre o momento e a dificuldade de justificar a operação ao público.

A justificativa para realizar uma ofensiva antes da votação não ficou clara. Um retorno aos combates poderia interromper ou atrasar a eleição, além de influenciar o cenário político posterior. Caso a oposição vença, uma nova guerra poderia dificultar a formação de um governo dentro do prazo legal ou aumentar a pressão por um governo de unidade nacional que incluísse Netanyahu.

As Forças Armadas de Israel afirmaram, em comunicado, que decisões operacionais são tomadas com base em “considerações de segurança” e na responsabilidade da instituição. Os porta-vozes de Netanyahu não responderam imediatamente a pedidos de comentário.

A discussão sobre um possível ataque provocou reação política. Avigdor Liberman, rival de Netanyahu e ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores, pediu nesta segunda-feira, 26, que o procurador-geral investigue se o premiê cometeu traição. Em uma queixa formal, Liberman afirmou que tentar iniciar uma guerra às vésperas da eleição por receio de perder o poder seria “uma traição à nação”.

Netanyahu tem apresentado a eleição como decisiva para a segurança do país. No domingo, 25, publicou nas redes sociais uma imagem criada por inteligência artificial que mostrava uma nuvem em forma de cogumelo sobre Tel Aviv. Em uma entrevista à televisão, disse que a votação decidiria “a existência de Israel”.

O primeiro-ministro também declarou que o Irã poderia atacar Israel para interferir na eleição. Teerã nega buscar o desenvolvimento de armas nucleares, mas já ameaçou repetidamente Israel, que é amplamente considerado possuidor de um arsenal nuclear. Netanyahu afirma que pretende destruir o programa nuclear iraniano e derrubar o governo do país.

A eleição está marcada para terça-feira. Se os adversários de Netanyahu obtiverem maioria, poderão tentar formar um novo governo; a retomada dos combates, porém, poderia alterar as condições políticas para essa negociação.

Fontes: O Globo, Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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