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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Villa Vie suspende cruzeiro Odyssey e organiza desembarque no Camboja

A empresa atribui a interrupção à alta de mais de 300% no combustível desde o início da guerra e busca hospedagem temporária para os passageiros.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio de cruzeiro atracado no porto de Sihanoukville, no Camboja. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio de cruzeiro atracado no porto de Sihanoukville, no Camboja.
Resumo em 30 segundos

O navio Odyssey, da Villa Vie Residences, está parado em Sihanoukville, no Camboja, após a empresa suspender as operações. A companhia diz que os custos de combustível subiram mais de 300% desde o início da guerra e trabalha para organizar o desembarque e a hospedagem temporária dos passageiros. Também avalia medidas financeiras para os próximos 60 dias.

O navio de cruzeiro Odyssey, da empresa Villa Vie Residences, está parado em Sihanoukville, no Camboja, e os passageiros foram informados de que a viagem ao redor do mundo não seguirá como previsto. A companhia suspendeu as operações e afirmou que trabalha para organizar o desembarque e encontrar hospedagem temporária para os ocupantes.

A empresa atribuiu a decisão à alta dos custos de combustível, que, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, aumentaram mais de 300% desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O gasto mensal com combustível por cabine, antes em torno de US$ 1.800, passou a ficar entre US$ 6.000 e US$ 8.000.

“[A] empresa não pode simplesmente repassar aos residentes aumentos dessa magnitude”, afirmou a Villa Vie. A companhia também reconheceu que a situação causa transtornos a passageiros, tripulantes e funcionários.

O Odyssey está em operação no mar desde outubro de 2024, quando partiu de Belfast, na Irlanda, para uma viagem contínua pelo mundo. Com capacidade para 650 passageiros, o navio oferece cabines alugadas, compradas ou contratadas com opção de compra. A empresa não detalhou quantas pessoas estão a bordo neste momento.

Após o início do conflito, no fim de fevereiro, a embarcação reduziu a velocidade e passou mais tempo atracada para consumir menos combustível. A companhia afirmou que essas mudanças não foram suficientes para compensar a alta das despesas. Agora, avalia opções de reestruturação e recapitalização para os próximos 60 dias — medidas que podem reorganizar as finanças e atrair novos recursos para a empresa.

A escalada nos custos ocorre em meio à alta do petróleo e de derivados, como diesel e gasolina. O óleo combustível com baixo teor de enxofre, usado em navios de cruzeiro, custava US$ 962 por tonelada métrica em Cingapura nesta terça-feira. Embora abaixo dos picos registrados durante a guerra, o preço segue acima dos pouco mais de US$ 500 cobrados antes do conflito.

A Villa Vie comercializa cabines para residência permanente por valores que começam em pouco menos de US$ 130 mil e chegam a US$ 440 mil por uma suíte. As taxas mensais variam de US$ 2.000 a US$ 10 mil, conforme um folheto da empresa.

Fontes: O Globo

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