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Domingo, 25 de outubro de 2026

Vicentinho Júnior vence eleição e assume governo do Tocantins

Com 85,06% das urnas apuradas, o candidato do PSDB tinha 63,99% dos votos válidos no segundo turno, contra 36,01% de Professora Dorinha.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica em local de votação no Tocantins. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica em local de votação no Tocantins.
Resumo em 30 segundos

Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins neste domingo, após virar a disputa no segundo turno. Com 85,06% das urnas apuradas, tinha 63,99% dos votos válidos, enquanto Professora Dorinha (União Brasil) registrava 36,01%. O novo governador assume em 6 de janeiro de 2027; Dorinha permanece no Senado.

Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins neste domingo (25), no segundo turno, ao superar a senadora Professora Dorinha (União Brasil). Com 85,06% das urnas apuradas, ele tinha 63,99% dos votos válidos, ante 36,01% da adversária, segundo a divulgação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A apuração ainda estava em andamento nesse momento.

O resultado representa uma virada em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela etapa, Dorinha recebeu 45,52% dos votos válidos e Vicentinho, 43,94%; a diferença entre os dois foi de 13.412 votos. No segundo turno, a disputa ficou restrita aos dois candidatos mais votados na primeira etapa, como prevê o sistema eleitoral brasileiro quando nenhum concorrente alcança maioria absoluta dos votos válidos.

Vicentinho é deputado federal pelo Tocantins desde 2015 e foi eleito para três mandatos na Câmara. Em 2026, deixou o PP e se filiou ao PSDB para concorrer ao governo estadual pela primeira vez. Ao longo da atuação parlamentar, trabalhou em temas ligados à agricultura, aos transportes, à segurança pública e à infraestrutura. Em 2024, assumiu a Secretaria Extraordinária de Ações Estratégicas do Tocantins e depois retornou ao mandato.

A candidatura teve como vice o deputado estadual Amélio Cayres (MDB). A coligação de Vicentinho reuniu o MDB e a federação formada por PSDB e Cidadania. Durante a campanha, ele defendeu mudanças na administração estadual e prometeu melhorar os serviços públicos, concluir obras iniciadas pelo governo atual e recuperar o que chamou de respeito ao estado.

No segundo turno, Vicentinho incorporou apoios de nomes que haviam apoiado outras candidaturas na primeira etapa. Entre eles estão o vice-governador Laurez Moreira, que terminou em terceiro lugar, o ex-candidato Du Pereira (DC), o deputado federal Eli Borges (Republicanos) e o ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas, além do deputado federal Tiago Dimas. A campanha também ampliou a atuação nas redes sociais e buscou votos de eleitores que haviam escolhido outros candidatos, estavam indecisos ou votaram em branco ou nulo.

Dorinha, senadora eleita pelo Tocantins em 2022, foi secretária estadual de Educação e Cultura entre 1998 e 2009 e chegou à Câmara dos Deputados em 2010. Ela recebeu o apoio do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), e do prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (União), entre outros políticos. Também contou com apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A candidatura de Dorinha foi coordenada no segundo turno pelo senador reeleito Eduardo Gomes (PL-TO) e priorizou as redes sociais, as cidades do interior e atividades nas ruas. A senadora também teve o respaldo de lideranças evangélicas, incluindo o pastor Silas Malafaia e organizações religiosas do estado. No primeiro turno, sua votação havia sido superior à de Vicentinho, mas os apoios reunidos e o desempenho na etapa final não foram suficientes para mantê-la à frente na contagem.

Com a eleição, Vicentinho assume o governo estadual em 6 de janeiro de 2027, conforme a data informada para o início do mandato. Dorinha permanece no Senado, onde seu mandato vai até 2030.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, Estadão

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