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Domingo, 25 de outubro de 2026

TSE esclarece que horários diferentes não comprovam fraude eleitoral

A divergência entre os painéis nacional e de Pernambuco foi atribuída ao fuso de Fernando de Noronha e a uma falha temporária na divulgação dos resultados.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Técnicos observam painéis de resultados eleitorais em uma sala de monitoramento. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Técnicos observam painéis de resultados eleitorais em uma sala de monitoramento.
Resumo em 30 segundos

Um vídeo mostrou horários diferentes de atualização nos painéis nacional e de Pernambuco no site Resultados. O TSE explicou que a página estadual considerou o horário de Fernando de Noronha, uma hora à frente de Brasília, e informou que houve uma falha temporária na divulgação nacional. A divergência, sozinha, não comprova alteração ou fraude nos votos.

Uma diferença entre os horários exibidos na apuração nacional e na de Pernambuco no site Resultados, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não comprova fraude eleitoral. A divergência apareceu em um vídeo gravado durante o primeiro turno e foi explicada pelo tribunal pela diferença de fuso horário de Fernando de Noronha, que fica uma hora à frente de Brasília, e por atualizações distintas dos painéis.

Na gravação, feita às 19h59, a autora mostra que a página nacional indicava atualização às 19h06, enquanto a de Pernambuco registrava 20h16. O horário pernambucano parecia estar no futuro em relação ao momento do vídeo. A mulher afirmou que a diferença ocorria em outros estados do Nordeste, mas exibiu somente a página de Pernambuco.

O TSE informou que o arquivo estadual passou a considerar o maior horário local registrado, o de Fernando de Noronha. Segundo o tribunal, o sistema será ajustado para que, no segundo turno, a identificação e a exibição indiquem corretamente o momento da última totalização pelo horário de Recife, capital pernambucana.

A diferença entre os horários de atualização não significa que os votos foram alterados ou contados de forma irregular. O professor André Grégio, do Departamento de Informática da Universidade Federal do Paraná e integrante da Comissão Especial de Cibersegurança da Sociedade Brasileira de Computação, explicou que uma inconsistência na página pode apontar uma falha técnica de divulgação, mas não demonstra um problema na contagem.

“É preciso diferenciar uma falha na divulgação dos resultados de uma falha na própria contagem dos votos. São processos e sistemas distintos”, afirmou Grégio. Ele ressaltou que o site Resultados publica informações geradas pelos sistemas da Justiça Eleitoral, mas não realiza a contagem dos votos.

O processo tem etapas diferentes. Primeiro, cada urna eletrônica contabiliza os votos de sua seção e emite um Boletim de Urna (BU), documento que registra o resultado daquela urna. Depois, os dados de várias urnas são reunidos e somados pelos sistemas de totalização; por fim, os resultados são apresentados ao público no site do TSE.

Os boletins de urna são documentos públicos e permitem comparar os votos registrados em cada seção com os números totalizados e divulgados. Para demonstrar manipulação, seria necessário apresentar evidências concretas de divergências entre esses registros e os resultados consolidados. O vídeo, por si só, não mostra esse tipo de prova.

O TSE confirmou que houve uma falha técnica no sistema de divulgação dos resultados nacionais no primeiro turno. O problema começou por volta das 19h14 e foi resolvido às 20h04, enquanto os dados estaduais continuaram sendo atualizados normalmente. Essa diferença de funcionamento pode ajudar a explicar por que o painel nacional exibia informações mais antigas que o estadual.

Grégio afirmou que não é possível determinar a causa exata da divergência apenas com as imagens; isso exigiria examinar os registros técnicos do sistema. Diferenças podem ocorrer quando relógios de computadores não estão sincronizados, quando há configurações incorretas de fuso ou quando os dados vêm de fontes e servidores distintos. Além disso, páginas nacionais e estaduais podem atualizar seus arquivos em momentos diferentes, sem que todas precisem exibir o mesmo horário.

O tribunal afirmou que a falha de divulgação não comprometeu os votos registrados nas urnas. A distinção é relevante porque a exibição pública dos resultados e a apuração e totalização são processos separados: um erro no horário ou na atualização de uma página não comprova, por si só, alteração dos votos. Para verificar a contagem, os boletins de urna podem ser consultados e comparados com os resultados totalizados.

Para entender

Boletim de Urna
Documento emitido por cada urna eletrônica ao fim da votação, com o resultado daquela seção eleitoral. Os boletins são públicos e podem ser consultados para comparar os votos registrados em cada urna com os números totalizados e divulgados.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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