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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

TSE aponta queda de 94% nas mudanças de local de votação

Levantamento indica alterações em estados como Minas Gerais e São Paulo; eleitores devem conferir o endereço antes de votar no segundo turno, no domingo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor consulta o celular diante da entrada de um local de votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor consulta o celular diante da entrada de um local de votação.
Resumo em 30 segundos

As mudanças de locais de votação entre os turnos das eleições de 2026 são 94% menos numerosas que no mesmo período de 2022, segundo balanço apresentado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. A organização cabe aos tribunais regionais, e os números ainda podem mudar até domingo. Eleitores afetados serão avisados, e os endereços antigos terão sinalização.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira que as mudanças nos locais de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026 são 94% menos numerosas que no mesmo período de 2022. O segundo turno está marcado para domingo, e os ajustes são definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), não pelo TSE.

Nunes Marques disse que o tribunal pediu aos 27 TREs um levantamento atualizado das alterações previstas. Os dados foram reunidos em formulários preenchidos entre segunda e terça-feira, após divergências entre os registros do sistema Elo, usado pela Justiça Eleitoral, e as informações mais recentes dos tribunais regionais.

Segundo o balanço apresentado pelo ministro, Minas Gerais tem 17 locais de votação com alteração de endereço. Paraná registra nove e Rio Grande do Norte, sete. São Paulo tem quatro mudanças e o Rio de Janeiro, uma. Distrito Federal, Acre e Goiás não haviam registrado alterações até o momento do levantamento.

O número pode mudar até o dia da votação, caso os TREs identifiquem problemas nos locais inicialmente previstos. Nunes Marques citou a possibilidade de chuva forte ou falta de estrutura como motivos para uma transferência. Em geral, os cartórios eleitorais identificam a necessidade e encaminham a demanda ao tribunal regional, que avalia a mudança.

O presidente do TSE afirmou que a corte não solicita, autoriza nem aprova essas alterações. A organização dos locais de votação é atribuição dos TREs, que podem transferir eleitores quando necessário, por exemplo, diante de problemas estruturais ou condições que impeçam o uso do endereço previsto.

As mudanças provocaram reação de campanhas. O PT pediu ao TSE que ajude a informar os eleitores afetados antes da votação. A sigla afirmou que, em uma projeção, a ausência desses eleitores poderia representar uma perda de 8.196 votos para Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dados do levantamento serão publicados no portal do TSE e nos sites dos TREs. Segundo Nunes Marques, os eleitores afetados serão comunicados, e haverá sinalização nos endereços antigos para orientar quem não tiver recebido o aviso.

A localização correta é importante porque a mudança pode levar o eleitor a comparecer a um endereço diferente daquele usado no primeiro turno. A Justiça Eleitoral recomenda que as pessoas consultem o local de votação antes de sair para votar, especialmente quando houver alteração divulgada pelo tribunal regional.

Para entender

TRE
Os Tribunais Regionais Eleitorais integram a Justiça Eleitoral nos estados e no Distrito Federal. Organizam as eleições em suas áreas, incluindo a definição dos locais de votação e eventuais transferências quando há necessidade.

Fontes: O Globo, Valor Econômico, Zero Hora

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