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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Democratas lideram pesquisas em cinco disputas pelo Senado dos EUA

Levantamentos apontam empate em Iowa e vantagem democrata em Michigan; as eleições de meio de mandato podem mudar o controle da Casa.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos visto ao entardecer, em Washington, D.C. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos visto ao entardecer, em Washington, D.C.
Resumo em 30 segundos

Pesquisas em sete estados mostram democratas à frente em cinco disputas por cadeiras atualmente ocupadas por republicanos e empate técnico em Iowa. Em Michigan, onde os democratas já detêm a cadeira, o candidato do partido aparece com vantagem de dois dígitos. A avaliação de Donald Trump e da economia pesa contra os republicanos, mas há eleitores indecisos.

Os democratas aparecem à frente dos republicanos em cinco estados decisivos para o controle do Senado dos Estados Unidos, segundo pesquisas do New York Times e da Universidade Siena divulgadas antes das eleições de meio de mandato. Os levantamentos também apontam empate técnico em Iowa e vantagem democrata em Michigan, estado onde o partido já ocupa a cadeira. Se os resultados se confirmarem, os democratas poderão conquistar a maioria na Casa.

As pesquisas avaliaram sete estados considerados determinantes para a disputa. Os democratas lideram no Kansas, Maine, Ohio e Texas, além de manterem uma vantagem estreita no Alasca. Em Iowa, os candidatos estão praticamente empatados. Michigan também foi incluído: o candidato democrata tinha vantagem de dois dígitos, mas o levantamento ocorreu antes de um conflito interno no partido no estado, neste fim de semana.

Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam conservar todas as cadeiras que já têm e conquistar ao menos quatro atualmente ocupadas por republicanos. A disputa é difícil porque várias das vagas que o partido precisa ganhar ficam em estados tradicionalmente republicanos. As pesquisas não incluíram a Carolina do Norte, onde levantamentos anteriores indicavam a liderança democrata e os republicanos reduziram os gastos de campanha.

No Texas, o deputado estadual democrata James Talarico aparece com 50% das intenções de voto, contra 43% do procurador-geral republicano Ken Paxton. O estado não elege um democrata para o Senado desde 1988. No Kansas, onde isso não ocorre desde 1932, o candidato democrata também lidera, embora a pesquisa não informe os percentuais no levantamento citado.

No Maine, Troy Jackson, ex-senador estadual democrata, tem 51%, enquanto a senadora republicana Susan Collins registra 45%. Collins concorre à reeleição e é a única senadora republicana remanescente da região da Nova Inglaterra. Pesquisas anteriores ao pleito de seis anos atrás também a mostravam atrás, mas ela venceu com folga.

A avaliação do presidente Donald Trump e a percepção sobre a economia aparecem como fatores desfavoráveis aos republicanos. Nos sete estados pesquisados, 38% dos prováveis eleitores aprovam o desempenho de Trump. Os democratas têm vantagem de nove pontos percentuais na avaliação de quem lidaria melhor com o custo de vida, apontado como a principal preocupação dos eleitores neste ano.

Os candidatos democratas foram avaliados de forma mais favorável que os republicanos em todos os estados pesquisados, exceto no Maine. Os eleitores também indicaram maior confiança nos democratas para lidar com conflitos no exterior e defender os interesses da população em geral. Ainda assim, entre os eleitores que decidiram o voto apenas no último mês, os republicanos têm vantagem de nove pontos, e parte do eleitorado permanece indecisa.

Trump tem viajado a estados de maioria republicana para mobilizar apoiadores nas semanas finais antes da eleição. Em Ohio, 82% dos republicanos aprovam o presidente, mas a parcela que o aprova fortemente caiu de 63% em junho para 51%. O cenário das pesquisas aponta uma possibilidade de mudança no Senado, mas os resultados não garantem o desfecho: a disputa entre Collins e Jackson mostra que levantamentos podem não antecipar o resultado final.

Fontes: Estadão

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