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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Trump oferece US$ 1 milhão por denúncias de fraude eleitoral nos EUA

A oferta, válida também para eleições anteriores, preocupa autoridades que temem intimidações e confrontos durante as eleições legislativas dos EUA de 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna em um local de votação nos Estados Unidos, com eleitores ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna em um local de votação nos Estados Unidos, com eleitores ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Donald Trump ofereceu US$ 1 milhão por informações que levem à condenação de alguém por fraude eleitoral. Autoridades locais temem que a recompensa aumente a desconfiança e a tensão nos locais de votação nas eleições legislativas desta terça-feira. O Departamento de Justiça enviou fiscais e observadores aos 50 Estados, em meio a disputas sobre a fiscalização federal.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu US$ 1 milhão por informações que levem à condenação de alguém por fraude eleitoral, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3). Autoridades locais temem que a recompensa aumente a desconfiança entre eleitores e provoque intimidações ou confrontos em locais de votação.

Trump anunciou a oferta na semana passada, antes de viajar ao Mississippi para um comício. Disse que as denúncias poderiam se referir tanto ao pleito desta terça quanto a eleições anteriores. A Casa Branca não informou de onde viria o dinheiro nem como as pessoas deveriam apresentar as denúncias.

As eleições legislativas dos Estados Unidos, conhecidas como eleições de meio de mandato, ocorrem no meio do mandato presidencial e renovam os assentos da Câmara dos Representantes e parte do Senado. A votação desta terça-feira também ocorre em meio a disputas sobre a atuação do governo federal na fiscalização de processos eleitorais organizados pelos Estados.

Autoridades policiais e eleitorais realizaram centenas de simulações de segurança para se preparar para possíveis ameaças e interrupções. Em Michigan, o gabinete do secretário de Estado participou de cerca de 125 exercícios neste ciclo eleitoral. Aghogho Edevbie, secretário de Estado adjunto e democrata, afirmou que a preparação considera o cenário em Washington.

Chris Davis, chefe de polícia de Green Bay, em Wisconsin, disse que o temor de tumultos eleitorais aumentou nos últimos anos e que a recompensa pode elevar a tensão. A vice-governadora republicana de Utah, Deidre Henderson, também afirmou que o governo federal contribui para o clima de apreensão. Segundo ela, ameaças que antes vinham de agentes externos agora também partem do próprio governo.

Nesta terça-feira, o Departamento de Justiça anunciou o envio de mil fiscais e observadores aos 50 Estados. Autoridades locais reforçaram orientações sobre os limites legais para a atuação desses agentes. Em Connecticut, o prefeito de New Haven, Justin Elicker, disse que a cidade enviou uma carta ao departamento afirmando que os observadores não eram bem-vindos nos locais de votação. O órgão federal declarou que seus monitores não precisam de autorização estadual ou local, mas são treinados para seguir as leis de acesso.

O Departamento de Justiça também pediu à Califórnia que separasse 20 mil cédulas enviadas pelo correio, alegando que poderiam ter sido fornecidas a pessoas sem cidadania americana. O governo tentou ainda contestar preventivamente os resultados da disputa ao Senado no Alasca, onde dois candidatos chamados Dan Sullivan aparecem nas cédulas. Tribunais bloquearam essas iniciativas até o momento.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, enviou no sábado um alerta aos quatro tribunais federais distritais que abrangem o Estado. No documento, advertiu que o governo Trump poderia tentar apreender cédulas eleitorais. Em resposta às críticas à recompensa, a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, acusou os democratas de enfraquecer a segurança eleitoral e defendeu a exigência de documentos de identificação e a verificação da cidadania dos eleitores.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Nos Estados Unidos, são eleições realizadas no meio do mandato presidencial. Os eleitores escolhem todos os integrantes da Câmara dos Representantes e parte dos membros do Senado, além de disputas estaduais e locais.

Fontes: Valor Econômico, Estadão

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