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Sábado, 10 de outubro de 2026

Pedro Sánchez promete reforçar medidas de habitação na Espanha

A promessa foi feita no início da campanha para a eleição antecipada de 29 de novembro, após a morte de uma aposentada despejada em Madri.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pedro Sánchez discursa para apoiadores em um ato de campanha na Espanha. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pedro Sánchez discursa para apoiadores em um ato de campanha na Espanha.
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Pedro Sánchez prometeu reforçar as medidas de habitação ao iniciar a campanha eleitoral em Dos Hermanas, na Andaluzia. A fala ocorre após a morte de Maricarmen Abascal, aposentada de 87 anos despejada em Madri, e em meio a protestos por proteção aos inquilinos. O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, também fez campanha neste sábado.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, prometeu neste sábado (10) reforçar as medidas de habitação, ao iniciar a campanha eleitoral em Dos Hermanas, na Andaluzia. A declaração foi feita após a convocação de eleições antecipadas para 29 de novembro e em meio à repercussão da morte de Maricarmen Abascal, aposentada de 87 anos despejada de sua casa em Madri.

Diante de quase 5.000 apoiadores, Sánchez afirmou que “a política de habitação não tem data de validade”. O socialista também disse que Maricarmen “abriu o caminho”, em referência às mobilizações por moradia justa que se espalharam depois do despejo, no fim de setembro.

Maricarmen morreu na quarta-feira (7), em um hospital, poucos dias após o Congresso rejeitar duas propostas do governo de esquerda para enfrentar a crise habitacional. Ativistas mantêm acampamentos em várias cidades espanholas e pedem mais proteção para inquilinos.

A escolha de Dos Hermanas, perto de Sevilha, marcou o primeiro ato de Sánchez desde o anúncio da eleição antecipada. O primeiro-ministro iniciou na mesma cidade sua campanha para as eleições de 2023, quando conseguiu permanecer no poder apesar das previsões contrárias.

O principal adversário de Sánchez, Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP), também realizou um ato neste sábado, em Madri. Diante de cerca de uma centena de apoiadores no centro de exposições Ifema, ele criticou a gestão do primeiro-ministro e afirmou que “a Espanha precisa de futuro e ele tem que ser passado”. Feijóo defendeu “uma mudança total, uma mudança serena, mas contundente”.

A campanha ocorre em meio a tensões sociais ligadas à habitação, ao custo de vida e à imigração. Em Ceuta, enclave espanhol no norte da África com pouco mais de 80 mil habitantes, mais de 70 mil migrantes vindos do Marrocos entraram nos dias 30 e 31 de julho. Mais de 100 pessoas morreram, principalmente no mar, segundo as autoridades de Madri e Rabat. A maioria dos migrantes retornou ao Marrocos nas horas seguintes, mas milhares permaneceram no território. Moradores têm feito manifestações quase diárias, em meio à deterioração da situação local.

As pesquisas citadas apontam o PP à frente do Partido Socialista (PSOE), mas sem maioria absoluta. Nesse cenário, o Vox, partido de extrema direita e terceira força parlamentar, pode ter papel decisivo na formação de uma maioria no próximo Parlamento.

Fontes: Zero Hora

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