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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Tinto Brass, diretor de Calígula, morre aos 93 anos

A morte do cineasta italiano foi anunciada pela família à imprensa local, mas a causa não foi divulgada; Brass dirigiu o filme em 1979.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Retrato do cineasta italiano Tinto Brass em um ambiente de trabalho ligado ao cinema. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Retrato do cineasta italiano Tinto Brass em um ambiente de trabalho ligado ao cinema.
Resumo em 30 segundos

Tinto Brass, cineasta italiano conhecido por Calígula, morreu aos 93 anos. A família anunciou a morte, mas não divulgou a causa. Ao longo da carreira, Brass dirigiu filmes marcados pelo erotismo e pela comédia. Em 2023, lançou uma nova montagem de Calígula, sem as cenas explícitas que haviam provocado controvérsia.

O cineasta italiano Tinto Brass, diretor de “Calígula”, morreu aos 93 anos. A morte foi anunciada pela família à imprensa local; a causa não foi divulgada. Brass nasceu em Milão, na Itália, em 1933, com o nome Giovanni Brass.

Ele adotou “Tinto” como nome artístico ainda jovem, em referência ao pintor maneirista Jacopo “Tintoretto” Robusti. No início da carreira, trabalhou com cinema na Cinemateca de Paris, durante o período de maior destaque da Nouvelle Vague, movimento que renovou a linguagem cinematográfica francesa a partir do fim dos anos 1950.

O primeiro longa-metragem dirigido por Brass foi “Quem Trabalha Está Perdido (Até o fim do mundo)”, lançado em 1963. Em obras posteriores, desenvolveu um estilo que combinava erotismo, comédia e personagens teatrais. Entre os filmes associados a essa fase estão “O Bordel de Paprika” e “Todas as Mulheres Fazem”.

A produção que o tornou conhecido internacionalmente foi “Calígula”, de 1979, drama sobre a ascensão do imperador romano. O elenco incluiu Malcolm McDowell, Peter O’Toole e Helen Mirren. O filme provocou controvérsia por cenas explícitas de sexo e violência e teve a exibição proibida no Brasil durante a ditadura militar. No Reino Unido, cópias foram apreendidas em 1980 por causa do conteúdo considerado pornográfico.

Embora Brass tenha sido associado ao resultado final, ele rejeitou o filme desde o lançamento e atribuiu mudanças à interferência do estúdio. As cenas de sexo explícito foram filmadas por Bob Guccione, fundador da revista Penthouse, sem aprovação do diretor nem do roteirista Gore Vidal. A divergência sobre o corte final ajuda a explicar por que Brass se distanciou da versão que chegou aos cinemas.

Em 2023, o cineasta lançou uma nova montagem de “Calígula”, retirando as cenas explícitas para aproximar a obra do drama histórico que ele e Vidal haviam planejado. A versão revisada também retomou a discussão sobre a diferença entre a concepção original e o filme exibido anteriormente.

Brass continuou dirigindo e atuando em produções nas décadas seguintes. Entre seus trabalhos estão “O Homem que Olha”, de 1994, e “A Pervertida”, de 2000. Ele deixa a esposa, a atriz Caterina Varzi, e os filhos Bonifacio e Beatrice Brass.

Fontes: Estadão

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