Tesouro Direto volta a oferecer prefixados acima de 15% ao ano
O Prefixado 2032 paga 15,06% ao ano e o Tesouro IPCA+ 2032 oferece inflação mais 7,84%, após a suspensão das negociações na segunda-feira.
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O Tesouro Direto retomou nesta terça-feira a oferta de títulos prefixados e atrelados à inflação. O Prefixado 2032 paga 15,06% ao ano, e o IPCA+ 2032 oferece inflação mais 7,84%. As taxas refletem a forte oscilação do mercado após o resultado eleitoral; resgates antecipados podem ter retorno diferente do contratado.
O Tesouro Direto voltou a oferecer nesta terça-feira (27) títulos prefixados e atrelados à inflação, após suspender a negociação desses papéis durante quase todo o pregão de segunda-feira, em meio à volatilidade do mercado. O Tesouro Prefixado 2032 paga 15,06% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ 2032 oferece inflação medida pelo IPCA mais 7,84% ao ano.
Entre os prefixados, o título com vencimento em 2029 estava disponível a 14,88% ao ano. Nos papéis ligados à inflação, o IPCA+ 2040 pagava IPCA mais 7,78%, e o IPCA+ 2050, mais 7,16%. Já o título com juros semestrais e vencimento em 2037 oferecia IPCA mais 7,92% ao ano.
A suspensão ocorreu na primeira sessão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). Na segunda-feira, os juros futuros subiram mais de 300 pontos-base em alguns vencimentos, e as taxas médias e longas ultrapassaram 15%.
A plataforma manteve disponíveis apenas o Tesouro Selic e o Tesouro Reserva durante a interrupção. O Tesouro Direto pode suspender temporariamente as negociações quando há oscilações expressivas nos preços, para atualizar as taxas e os valores dos títulos.
Nesta terça, os juros futuros recuavam, acompanhando a queda do dólar, dos rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos e do petróleo. Às 9h10, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 caiu de 15,223% para 15,150%; a do contrato para janeiro de 2031 passou de 15,279% para 15,195%.
O dólar, que havia avançado mais de 8% na véspera e fechado a R$ 5,4029, recuava na manhã de terça, mas permanecia acima de R$ 5,35. Na segunda-feira, o Tesouro Nacional recomprou títulos públicos NTN-F e NTN-B. Para esta terça, cancelou o leilão tradicional de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e a recompra de NTN-B.
As taxas elevadas refletem o retorno exigido pelo mercado após a reação ao resultado eleitoral. Investidores acompanham as sinalizações sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato. A evolução dessas indicações pode influenciar os juros de longo prazo.
A alta das taxas reduz o preço de títulos já comprados, efeito conhecido como marcação a mercado. Quem vende antes do vencimento pode receber menos do que pagou; quem mantém o papel até a data final recebe a rentabilidade contratada na compra, conforme as regras do título. Por isso, a taxa anunciada hoje não garante o mesmo resultado a quem resgatar antecipadamente.