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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Tesouro Direto registra alta nos prefixados e queda no IPCA+ 2050

Nesta quinta-feira, o Tesouro Prefixado 2029 paga 12,75% ao ano, enquanto o IPCA+ 2050 oferece 6,63% acima da inflação; veja os fatores do mercado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa acompanha investimentos em títulos públicos diante de um computador, com prédios financeiros ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa acompanha investimentos em títulos públicos diante de um computador, com prédios financeiros ao fundo.
Resumo em 30 segundos

As taxas dos títulos do Tesouro Direto tiveram direções diferentes nesta quinta-feira. Os prefixados subiram, enquanto o IPCA+ 2050 caiu para 6,63% acima da inflação, elevando o preço do papel. A disputa eleitoral, os juros futuros, o petróleo e os rendimentos dos títulos americanos influenciaram o mercado.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto tiveram movimentos distintos nesta quinta-feira (22), três dias antes do segundo turno da eleição presidencial. O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 12,66% para 12,75% ao ano, enquanto a taxa do Tesouro IPCA+ 2050 recuou de 6,71% para 6,63% acima da inflação medida pelo IPCA.

O Prefixado 2032 também avançou, de 12,85% para 12,94% ao ano. Entre os títulos corrigidos pela inflação, o IPCA+ 2032 passou de 6,78% para 6,81%, e o IPCA+ 2040 caiu de 6,71% para 6,69%.

As mudanças acompanham a curva de juros futuros no Brasil. Às 9h19, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 subia de 12,563% para 12,690%; o vencimento de janeiro de 2031 avançava de 12,602% para 12,735%. Na ponta mais curta, o DI para janeiro de 2027 passava de 13,479% para 13,500%.

A disputa eleitoral é um dos fatores observados pelo mercado. Pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 45,2% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44,1%. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais. Nos votos válidos, os candidatos registraram 50,6% e 49,4%, respectivamente.

A incerteza sobre o resultado e a falta, até o momento, de planos fiscais detalhados para o próximo mandato contribuem para a manutenção de prêmios nos juros médios e longos. O economista-chefe do Barclays para o Brasil, Roberto Secemski, estima que a estabilização da dívida bruta exigiria um ajuste fiscal superior a 2,5 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 350 bilhões.

No cenário internacional, o petróleo Brent avançava mais de 2% e se aproximava de US$ 112 por barril, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. A alta da commodity reforça preocupações com a inflação e pode limitar o espaço para cortes de juros no Brasil. Em sentido contrário, os rendimentos dos títulos públicos americanos caíam: o papel de dez anos recuava de 5,120% para 5,069%, e o de 30 anos, de 5,412% para 5,370%.

A queda da taxa do IPCA+ 2050 elevou o preço do título no mercado, que era negociado a R$ 1.044,46. Isso ocorre porque taxas e preços de títulos caminham em sentidos opostos. Quem mantém o papel até o vencimento recebe a remuneração contratada na compra; antes disso, o preço pode oscilar conforme as condições do mercado.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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