Temporal atinge Belo Horizonte e causa transtornos no segundo turno
A Defesa Civil enviou alertas de enxurrada, alagamento e granizo; a chuva também bloqueou rodovias no Paraná e alterou locais de votação em São Paulo.
Resumo em 30 segundos
Um temporal atingiu Belo Horizonte durante o segundo turno das eleições e deixou bairros sem energia. A Defesa Civil alertou para risco de enxurradas, alagamentos e granizo. A chuva também bloqueou trechos de rodovias no Paraná e provocou mudanças e ajustes em locais de votação no interior paulista.
Um temporal atingiu Belo Horizonte neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições, e deixou bairros da capital mineira sem energia. A Defesa Civil enviou alertas para celulares sobre risco de enxurradas, alagamentos e granizo nas horas seguintes à chegada da chuva.
Por volta das 12h50, moradores receberam uma notificação de alerta severo, com aviso para risco de enxurradas e alagamentos. Cerca de 15 minutos depois, outro comunicado alertou para a possibilidade de granizo. A chuva também levou eleitores que votaram pela manhã a comentar, nas filas, que anteciparam a ida às urnas por causa da previsão meteorológica.
A falta de energia em alguns bairros não impede necessariamente o funcionamento das urnas. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os equipamentos têm bateria interna e podem operar sem ligação à rede elétrica por até 12 horas.
No Paraná, a chuva bloqueou três trechos de rodovias federais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). As interdições atingiram os quilômetros 360 e 385 da BR-153, em Rebouças e Mallet, e o quilômetro 15 da BR-476, em Adrianópolis, perto da divisa com São Paulo. O acúmulo de água na pista causou os bloqueios, informou o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira.
A corporação mapeava rotas alternativas para manter o deslocamento de eleitores, mas não havia previsão de melhora do tempo. “A chuva não tem cessado na região”, afirmou Oliveira em entrevista coletiva em Brasília. Ele disse que a Justiça Eleitoral adotava medidas para facilitar o transporte de pessoas em situação de vulnerabilidade e que a PRF divulgava informações sobre desvios em seus canais oficiais.
A PRF mobilizou cerca de 3.200 agentes, cinco helicópteros e quatro aviões para a operação do segundo turno em todo o país. A corporação também monitorou estradas e participou da escolta de quase mil urnas eletrônicas.
A chuva provocou ainda mudanças ou ajustes em locais de votação no interior de São Paulo. Em Itupeva, dois locais chegaram a ter a transferência anunciada por causa de alagamentos, mas as votações permaneceram nas mesmas escolas após a água baixar. Em Itapevi, as seções do Cemeb Professor Edevaldo Caramez foram transferidas para outra escola; 446 eleitores votam no local. Já em Americana, a entrada dos votantes foi alterada devido a alagamentos no entorno da Escola Sesi, que atende 1.487 eleitores.