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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Tarcísio demite novamente tenente absolvido no caso Leandro Lo

A decisão saiu no Diário Oficial nesta quarta-feira; a defesa do policial vai recorrer, enquanto recursos contra a absolvição ainda aguardam julgamento.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policial visto de costas analisa um arquivo em uma sala administrativa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policial visto de costas analisa um arquivo em uma sala administrativa.
Resumo em 30 segundos

Tarcísio de Freitas demitiu novamente o tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo, absolvido pelo Tribunal do Júri pela morte de Leandro Lo. A defesa do policial contestará a decisão. O Ministério Público e a família do lutador também recorreram da absolvição, e os recursos ainda não foram julgados.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demitiu novamente o tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, absolvido pelo Tribunal do Júri pela morte do lutador Leandro Lo. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial do Estado. A defesa afirmou que vai recorrer.

A primeira demissão ocorreu em setembro de 2025, mas Velozo obteve na Justiça uma decisão que permitiu sua reintegração à corporação em outubro daquele ano. O governo paulista recorreu e conseguiu manter o afastamento antes da conclusão do processo no Tribunal de Justiça Militar.

A absolvição de Velozo pelo júri ocorreu em novembro de 2025. Ele ficou preso por três anos no presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital, e foi solto após o julgamento. O Ministério Público recorreu da decisão, e o recurso ainda não foi julgado.

O advogado Claudio Dalledone, que representa o tenente, disse que contestará a demissão. Na época da soltura, afirmou que o reconhecimento da legítima defesa “restabeleceu a verdade e alcançou a justiça”. Velozo também divulgou um vídeo em que disse ter chegado a uma situação-limite na noite do episódio e pediu perdão à família de Lo.

A família do lutador também recorreu da absolvição. O advogado Adriano Vanni afirmou que, na avaliação da defesa, há nulidades que podem invalidar o julgamento e que a decisão foi contrária às provas. A família pede que seja realizado um novo júri.

Leandro Lo, campeão mundial de jiu-jítsu, tinha 33 anos quando foi baleado na cabeça durante um show do grupo Pixote, no Esporte Clube Sírio, no bairro Planalto Paulista, na madrugada de 7 de agosto de 2022. A investigação apontou que Velozo deixou o local e depois se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar naquela mesma noite.

Segundo relatos de testemunhas apresentados pelo advogado da família à época, o desentendimento começou quando um homem entrou no grupo de amigos de Lo, pegou uma garrafa e encarou o lutador. Lo teria derrubado e imobilizado o homem, que foi separado dos demais. Ainda conforme esses relatos, o homem sacou uma arma e atirou uma vez na cabeça do atleta. A absolvição pelo júri não encerrou a disputa judicial: os recursos do Ministério Público e da família ainda podem levar a novos desdobramentos no caso.

Para entender

Tribunal do Júri
No Brasil, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, como homicídio. Cidadãos convocados compõem o conselho de sentença e decidem sobre a responsabilidade do acusado; um juiz conduz o processo e aplica a decisão.

Fontes: Folha de S.Paulo

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