Pular para o conteúdo
Sábado, 17 de outubro de 2026

Polícia israelense investiga agressão a diplomatas na Cisjordânia

Representantes da França, da Bélgica e da Polônia estariam entre os diplomatas; a visita à aldeia de Taybeh não foi coordenada com o Exército israelense.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estrada rural entre oliveiras na aldeia de Taybeh, na Cisjordânia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estrada rural entre oliveiras na aldeia de Taybeh, na Cisjordânia.
Resumo em 30 segundos

A polícia israelense abriu investigação sobre a agressão a diplomatas na aldeia de Taybeh, na Cisjordânia. A notícia também reúne outros episódios recentes na região: ataques no Iêmen e em águas próximas, a libertação de prisioneiros houthis e mortes em Gaza. As autoridades israelenses disseram que não havia soldados no local da agressão.

A polícia israelense abriu uma investigação sobre a agressão a diplomatas na aldeia de Taybeh, na Cisjordânia ocupada, depois que imagens do episódio circularam na internet. A visita não havia sido coordenada com as forças militares de Israel, segundo o Exército, que afirmou não ter soldados no local. A polícia não informou quando ocorreu o ataque nem quantas pessoas foram atingidas.

A emissora pública israelense Kan informou que representantes da França, da Bélgica e da Polônia estavam entre os diplomatas. A polícia disse que entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores de Israel para ajudar a identificar os envolvidos e afirmou que pretende concluir a investigação e levar os responsáveis à Justiça.

O episódio ocorre em meio à temporada anual de colheita de azeitonas, durante a qual ativistas relatam aumento da violência de colonos judeus contra palestinos. Na sexta-feira, uma fotógrafa do jornal americano The Washington Post ficou gravemente ferida em outra agressão na Cisjordânia. Sua filha, Ashley Milner, disse que a mãe, Heidi Levine, passou por cirurgia em um dedo quase decepado e sofreu fraturas em uma costela e em várias vértebras, além de cortes.

Levine afirmou que os agressores usaram garrafas e estilingues e a chutaram por cerca de dez minutos enquanto ela tentava proteger as câmeras e a bolsa. Segundo a fotógrafa, o capacete e o colete identificados com a palavra “PRESS” ajudaram a evitar ferimentos mais graves.

No Iêmen, os houthis atribuíram à Arábia Saudita um bombardeio na sexta-feira que teria matado três crianças e ferido mais de dez pessoas na aldeia de Al-Ar, na província de Dhamar. O Ministério da Saúde controlado pelo grupo disse que os ataques atingiram casas. O governo saudita não havia se pronunciado até a publicação das informações.

As três crianças estariam entre as 124 pessoas que os houthis afirmam terem morrido em áreas sob seu controle desde a retomada dos combates, em setembro. Os confrontos envolvem os rebeldes, a Arábia Saudita e aliados iemenitas do reino. Em outro desdobramento, os houthis anunciaram a libertação de 159 prisioneiros de guerra, em uma operação coordenada com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O grupo disse que os detidos haviam se rendido na costa oeste do país.

A tensão também atingiu o tráfego marítimo regional. O serviço britânico de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO, na sigla em inglês) informou que duas embarcações foram atingidas na sexta-feira em águas do Golfo Pérsico próximas à Arábia Saudita. Um navio-tanque sofreu danos na popa após ser atacado por uma pequena embarcação com um lança-granadas propelido por foguete; outro foi atingido por um projétil não identificado. As tripulações estavam em segurança, e as identidades dos navios não foram divulgadas.

A emissora estatal iraniana informou, citando a Guarda Revolucionária, que um superpetroleiro com petróleo bruto atingiu uma mina naval e pegou fogo no Estreito de Ormuz. Não estava claro quando o incidente aconteceu. Separadamente, o UKMTO relatou que homens armados em uma pequena embarcação abriram fogo contra um navio-tanque de gás natural liquefeito no Mar da Arábia, perto da costa do Iêmen. Não houve relatos de vítimas, e nenhum grupo reivindicou a ação.

O presidente egípcio, Abdel-Fattah el-Sissi, declarou que o Egito adotará “qualquer medida” necessária para defender a Arábia Saudita dos ataques houthis. Ele se dirigiu ao rei Salman e ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman e disse que poderá convocar uma sessão extraordinária do Parlamento para autorizar as medidas.

Na Faixa de Gaza, ataques israelenses mataram quatro pessoas, segundo autoridades hospitalares. Dois morreram e vários ficaram feridos a leste da Cidade de Gaza, de acordo com o Hospital Al-Shifa; um adolescente de 14 anos morreu em Deir al-Balah, segundo o Hospital Al-Aqsa; e outra pessoa morreu em Rafah, conforme o hospital de campanha da Cruz Vermelha. O Exército israelense disse ter atacado integrantes das forças militares do Hamas e da Jihad Islâmica nessas áreas, mas não respondeu imediatamente a perguntas sobre o ataque em Rafah. As mortes ocorreram mais de um ano depois do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, período em que Israel continuou realizando ataques no território.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também