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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Roberta Luchsinger discute conselho remunerado para Lulinha

Mensagens de 2023 apontam que a participação poderia ajudar uma organização ambiental a captar recursos do Fundo Amazônia; a PF investiga relações entre os dois.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Reunião de uma organização ambiental com a floresta amazônica ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Reunião de uma organização ambiental com a floresta amazônica ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Mensagens divulgadas em 21 de outubro mostram que Roberta Luchsinger e o empresário Léo Slezynger discutiram incluir Lulinha em um conselho remunerado de uma organização ambiental. A possibilidade estaria ligada à captação de recursos do Fundo Amazônia. A PF também investiga relações entre Lulinha, a lobista e outros investigados, e pediu mais prazo para apurar o caso.

Mensagens divulgadas nesta quarta-feira (21) mostram que, em 2023, o empresário Léo Slezynger e a lobista Roberta Luchsinger discutiram incluir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um conselho remunerado de uma organização ambiental. A proposta considerava que a presença dele poderia ajudar a entidade a captar recursos do Fundo Amazônia.

A articulação ocorreu após o então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciar investimentos de US$ 500 milhões para o fundo. As mensagens indicam que Slezynger e Luchsinger viam a participação de Lulinha como um possível caminho para ampliar o acesso da organização aos recursos, mas não esclarecem se ele chegou a integrar o conselho ou se a proposta foi adiante.

Roberta Luchsinger é uma das pessoas cujas relações com Lulinha estão sob análise da Polícia Federal (PF). A corporação pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais tempo para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente. Os investigadores consideram insuficientes os 60 dias iniciais e pretendem aprofundar diligências sobre possíveis vínculos entre os dois, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e outros investigados.

O pedido de prorrogação foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso, mas ainda não havia sido analisado. Os processos relacionados aos casos Master e INSS estavam paralisados na presidência do STF desde setembro. Mendonça solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma definição sobre a devolução dos processos ao gabinete do relator.

A apuração começou a partir de informações reunidas na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos aplicados a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre as linhas investigadas estão possíveis relações e atuação de Lulinha no Ministério da Saúde e na Dataprev, empresa pública que processa dados da Previdência e de outros programas do governo.

A PF também quer examinar vínculos societários e movimentações financeiras de Lulinha, Luchsinger e Antunes, além de agendas, reuniões em órgãos públicos e viagens do filho do presidente. A investigação busca identificar quem pagou os deslocamentos e em quais deles Lulinha viajou com a lobista.

A defesa de Lulinha afirmou que os extratos bancários apresentados à CPMI do INSS não contêm informações que o comprometam. Também declarou que não serão encontradas vantagens relacionadas a passagens aéreas que teriam sido pagas por Luchsinger e disse confiar que o STF “não chancelará uma devassa sem objeto”. A defesa da lobista afirmou que nada foi encontrado contra ela e defendeu o arquivamento do caso.

Para entender

Fundo Amazônia
Criado para captar doações destinadas a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de iniciativas de conservação e uso sustentável da Amazônia Legal. O BNDES é responsável por sua gestão.

Fontes: Gazeta do Povo

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