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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Retatrutida supera Ozempic na perda de peso em estudo com diabetes

Após 80 semanas, a perda média chegou a 20,9% com a dose de 12 mg; a retatrutida ainda está em testes e não foi aprovada para uso.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caneta injetável sem marca sobre uma mesa em ambiente clínico Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caneta injetável sem marca sobre uma mesa em ambiente clínico
Resumo em 30 segundos

Em estudo com 1.298 adultos com diabetes tipo 2, participantes tratados com retatrutida perderam, em média, 19,5% ou 20,9% do peso após 80 semanas, conforme a dose. No grupo que recebeu Ozempic, a redução foi de 9,4%. A retatrutida continua em testes clínicos e não está aprovada para uso.

A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta quarta-feira resultados de um estudo em que adultos com diabetes tipo 2 perderam, em média, até 20,9% do peso após 80 semanas de tratamento com retatrutida. No mesmo ensaio, participantes que receberam a dose mais alta aprovada do Ozempic para diabetes perderam cerca de 9,4%. A retatrutida ainda está em fase final de testes e não foi aprovada para uso em nenhum país, incluindo o Brasil.

O estudo TRANSCEND-T2D-2 acompanhou 1.298 adultos, distribuídos em três grupos. Um recebeu 2 mg de Ozempic por semana; os outros dois usaram retatrutida, nas doses semanais de 9 mg ou 12 mg. O medicamento da Eli Lilly está sendo avaliado para diabetes tipo 2 e também para obesidade.

A perda média de peso foi de 19,5% entre os participantes que receberam 9 mg de retatrutida e de 20,9% entre os que tomaram 12 mg. No grupo do Ozempic, cujo princípio ativo é a semaglutida, a redução foi de 9,4%. Os dados são referentes a cerca de um ano e meio de acompanhamento.

O objetivo principal do ensaio era comparar o efeito dos medicamentos sobre a hemoglobina glicada, ou A1c, indicador que ajuda a avaliar os níveis de glicose no sangue. A medida caiu cerca de 1,8% com Ozempic e 2,2% nos dois grupos tratados com retatrutida.

A comparação não significa que a retatrutida já seja uma alternativa disponível ao Ozempic ou ao Mounjaro. O estudo foi feito com pessoas com diabetes tipo 2, e a retatrutida continua em testes clínicos de fase 3, etapa final antes de uma eventual solicitação de aprovação. Os resultados anunciados pela Lilly ainda serão apresentados em um congresso médico e publicados em uma revista científica com revisão por pares.

A retatrutida pertence à classe de medicamentos injetáveis que ganhou popularidade como “canetas emagrecedoras”. Assim como o Ozempic, é aplicada uma vez por semana, mas os resultados do ensaio não estabelecem qual medicamento é melhor para cada pessoa nem permitem comparação direta para o tratamento da obesidade sem diabetes.

Os efeitos adversos mais comuns relatados com a retatrutida foram diarreia, náusea, constipação, vômitos e indigestão. A empresa afirmou que ocorreram com frequência semelhante à observada com Ozempic e que, em sua maioria, foram leves a moderados e diminuíram durante o tratamento.

A interrupção do tratamento por eventos adversos ocorreu em 4,8% dos participantes que receberam 9 mg de retatrutida e em 7,9% dos que usaram 12 mg. No grupo do Ozempic, a taxa foi de 2,7%. Kenneth Custer, vice-presidente executivo e presidente da área de saúde cardiometabólica da Lilly, afirmou que a comparação ajuda pacientes e médicos a avaliar possíveis novos tratamentos frente às opções disponíveis.

Fontes: O Globo

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