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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Raízen propõe capitalização de ao menos R$ 3,5 bilhões

A proposta prevê emissão de pelo menos 14 bilhões de ações a R$ 0,25 cada; acionistas votam mudanças societárias em assembleias marcadas para 30 de outubro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos financeiros diante de uma usina de energia e biocombustíveis. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos financeiros diante de uma usina de energia e biocombustíveis.
Resumo em 30 segundos

A Raízen propôs aumento de capital privado de ao menos R$ 3,5 bilhões, com emissão mínima de 14 bilhões de ações a R$ 0,25 cada. A proposta integra o plano de recuperação extrajudicial da companhia. Assembleias em 30 de outubro votarão mudanças societárias necessárias à operação, que pode ser concluída até março de 2027.

A Raízen propôs um aumento de capital privado de pelo menos R$ 3,5 bilhões como parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de suas controladas. A proposta será submetida aos acionistas e ao conselho de administração; a Justiça paulista homologou o plano em junho.

A operação prevê a emissão mínima de 14 bilhões de ações ao preço de R$ 0,25 por papel, sem distinção de classe ou espécie. O valor máximo ainda será definido e levará em conta a possível participação da Aguassanta Participações, a conversão de créditos abrangidos pelo plano e a adesão dos demais acionistas à subscrição.

Para preparar a estrutura societária, a empresa convocou uma Assembleia Geral Extraordinária e uma assembleia especial de acionistas preferencialistas para o dia 30. Os acionistas votarão a criação de ações preferenciais classe B (PNB), a mudança de classificação das atuais preferenciais para classe A (PNA), a criação de um programa de Units e alterações no estatuto social. Units são ativos que reúnem duas ou mais ações negociadas em conjunto.

Se as mudanças forem aprovadas, o conselho de administração deliberará sobre o aumento de capital em reunião marcada para 5 de novembro. Essa data também será usada como referência para definir quem terá direito de preferência na subscrição. As ações compradas na B3 a partir de 6 de novembro serão negociadas sem esse direito, e o prazo para os acionistas subscreverem os novos papéis vai até 7 de dezembro.

A Raízen informou que as novas ações PNB não serão negociadas na bolsa nem em mercado de balcão organizado. Elas ficarão registradas nos livros da companhia. Já as atuais ações preferenciais negociadas pelo código RAIZ4 passarão a usar o ticker RAIZ5 a partir de 3 de novembro, se a mudança para a classe PNA for aprovada.

O aumento de capital integra o plano de recuperação extrajudicial, mecanismo usado por uma empresa para negociar com credores a reestruturação de dívidas fora de um processo de recuperação judicial. O acordo pode ser levado à Justiça para homologação, como ocorreu com o plano da Raízen. O cronograma prevê que as condições necessárias sejam cumpridas e a operação seja concluída até 31 de março de 2027.

Fontes: Estadão

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