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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Rafael Fonteles nega conversa sobre ministério e diz que fica no Piauí

Após a reeleição de Lula para um quarto mandato, o governador afirma que não discutiu cargo com o presidente e quer tomar posse para novo mandato no Piauí.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rafael Fonteles fala durante uma entrevista em um ambiente institucional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rafael Fonteles fala durante uma entrevista em um ambiente institucional.
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Rafael Fonteles negou ter conversado com Lula sobre a possibilidade de assumir um ministério e disse que pretende tomar posse para um novo mandato como governador do Piauí. Cotado para a Fazenda, ele também defendeu o compromisso do presidente com o equilíbrio das contas públicas e afirmou que Lula deve ampliar a comunicação pelas redes sociais.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou nesta segunda-feira (26) ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de assumir um ministério no próximo governo. Cotado para o Ministério da Fazenda, Fonteles afirmou que pretende tomar posse para um novo mandato à frente do estado.

“Quero tomar posse como governador do Piauí”, disse Fonteles em entrevista. Ele declarou que nunca discutiu com Lula a ocupação de um cargo nem tratou com o presidente sobre política econômica. O governador também afirmou que não conhece casos de governadores no início do mandato que tenham deixado o posto para assumir um ministério.

Reeleito no primeiro turno, Fonteles passou a integrar a coordenação da campanha de Lula no segundo turno, depois de sua própria vitória. Ele dividiu o planejamento estratégico com o senador Camilo Santana e o senador eleito Rui Costa. No Piauí, Lula obteve 75,9% dos votos válidos no segundo turno, o maior percentual do país.

Na entrevista, Fonteles defendeu que Lula tem compromisso com o equilíbrio das contas públicas e com o superávit primário, indicador que compara receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida. Segundo o governador, o presidente registrou superávit nos dois primeiros mandatos e voltou a alcançar esse resultado neste ano, após receber um governo com déficit elevado.

“Lula tem, sim, compromisso com equilíbrio com contas públicas. Muitas vezes não é exatamente o que o mercado deseja, sinaliza, mas Lula não é presidente apenas de quem está no mercado, é presidente de todos”, afirmou Fonteles. Ele acrescentou que o próprio presidente é o único porta-voz do governo sobre política econômica.

O governador também disse que Lula deve ampliar a comunicação direta com a população no próximo mandato, sobretudo por meio das redes sociais. Para Fonteles, o presidente se conectou mais com os eleitores durante o segundo turno, e as plataformas digitais podem ajudar tanto a explicar medidas quanto a identificar demandas.

A eleição de Lula para um quarto mandato, após a vitória sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno, é possível porque a Constituição brasileira limita a dois os mandatos consecutivos, mas permite que um ex-presidente volte a disputar o cargo depois de deixar a Presidência. Na votação de domingo, Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.

Fonteles disse que a campanha conseguiu apresentar o projeto de Lula e os riscos que atribuía à candidatura adversária. Ele também deu um celular ao presidente, que, segundo o governador, ainda não tinha aparelho e pretende usar as redes para se comunicar mais diretamente com a população.

Fontes: Valor Econômico, Estadão

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