Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

QI Tech é alvo de busca em operações sobre fraude fiscal

As operações Enxágue e Catéter investigam notas fiscais falsas e bloquearam R$ 271 milhões em ativos ligados ao grupo investigado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos financeiros sobre uma mesa, com uma usina industrial ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos financeiros sobre uma mesa, com uma usina industrial ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A QI Tech foi alvo de busca e apreensão durante as operações Enxágue e Catéter, que apuram suspeitas de fraudes fiscais envolvendo fundos ligados à antiga corretora Singulare. A fintech afirma que os fatos investigados ocorreram antes da aquisição da empresa e diz não ser investigada. As autoridades bloquearam R$ 271 milhões em ativos.

A fintech brasileira QI Tech foi alvo de busca e apreensão na quarta-feira (4), durante as Operações Enxágue e Catéter, conduzidas pelo Ministério Público do Paraná e pela Receita Federal. As ações investigam suspeitas de fraudes fiscais envolvendo fundos de investimento ligados à antiga corretora Singulare, comprada pela QI Tech em 2023.

A empresa afirmou que os fatos apurados ocorreram entre 2016 e 2021, antes da aquisição, e declarou que não é investigada. Segundo a QI Tech, sua atuação foi fornecer informações às autoridades. A companhia também disse estar disponível para prestar esclarecimentos e afirmou que mantém compromisso com a transparência e a legalidade.

A apuração mira um esquema que teria usado empresas de fachada, registradas em nome de laranjas, para emitir notas fiscais falsas. Os documentos simulavam compras e vendas de subprodutos de origem animal, como sebo e gordura, usados como matéria-prima por usinas de biodiesel. Com as notas, as usinas poderiam obter créditos tributários por transações que, segundo a investigação, não ocorreram.

Em uma operação comercial regular, a empresa que emite a nota fiscal deve recolher os impostos correspondentes, enquanto o comprador pode usar o documento para registrar créditos fiscais. No esquema investigado, as empresas de fachada emitiriam as notas sem pagar os tributos, enquanto os supostos compradores obteriam créditos indevidos.

Títulos associados às notas fiscais teriam sido vendidos a fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) ligados à Singulare e atualmente administrados pela QI Tech, além de securitizadoras. FIDCs são fundos que investem em direitos a receber, como valores devidos por clientes ou empresas. A investigação apura se a negociação desses títulos deu aparência de legitimidade a créditos sem lastro — isto é, sem uma operação real que justificasse os valores.

As operações bloquearam R$ 271 milhões em ativos relacionados ao grupo investigado. Desse total, R$ 63,8 milhões correspondem a cotas de dez FIDCs, e R$ 10,9 milhões estão ligados a quatro companhias securitizadoras. O bloqueio impede, por determinação das autoridades, que os valores sejam movimentados enquanto as medidas estão em vigor.

A Singulare foi adquirida pela QI Tech em 2023. A fintech alcançou valor de mercado de US$ 1 bilhão há dois anos, tornando-se o 26º unicórnio brasileiro — classificação usada para empresas privadas avaliadas nesse patamar.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também